quinta-feira, 9 de outubro de 2008

As primeiras semanas...

Pois bem, como alguns de voces sabem, a primeira semana não foi propriamente fácil.
Entre despedidas (que ate meteram flores e um postal personalizado) no aeroporto e fora dele, lá cheguei, dia 12 (no dia de anos da avó Lurdes e do Luigi) a Madrid. À minha espera estava o tutor que, supostamente, me orientaria pelas calles de Madrid.
Levou-me ao hostel onde dormi por duas ou três noites. Fiquei num quarto com mais 5 pessoas que me eram totalmente desconhecidas mas que foram bem mais simpáticas do que são os espanhóis.
Sorte ou não, uma das pessoas que aí se encontrava era uma alemã, Lisa, que também vinha de Erasmus para a mesma faculdade que eu (embora para outro curso). Decidimos ir procurar casa juntas.
No dia seguinte já tínhamos uma bela casa, sem senhorios e relativamente barata, tendo em conta a média dos 300€ (fora despesas) mensais que aqui se aplica. Todavia, tinha algo de menos bom: o contrato. Mas aqui toda a gente, às vezes até mesmo com senhorio, pedem contrato. E pior: no mínimo de 1 ano. Estes senhorios eram bem simpáticos e foram os únicos (tendo em conta os outros todos que andei a ver) que me deixavam ficar por 5 meses.
Contudo, já de noite, a Lisa falou com os pais que lhe disseram para não assinar o contrato porque podiamos não conseguir encontrar mais duas pessoas para morarem connosco e no segundo semestre, quando eu me fosse embora, podia também não conseguir aranjar mais ninguém que ficasse no meu lugar e, assim, ela teria de pagar mais, uma vez que estavamos a alugar a casa.
No dia seguinte, deixámos a casa, pagámos 20€ por termos dormido lá uma noite e tudo de novo: malas pela rua, telefonemas, ver casas e tudo o mais. Era quase de noite e eu sem saber onde dormir. Safou-me o amigo do pai, a quem estou bastante grata. Dormi cerca de 3 noites na casa dele e mudei-me, depois, para casa de uma amiga desse amigo do pai. Era simpática, mas tinha um quarto assustador: numa parede, uma imagem de Jesus Cristo que quando estavamos de um lado tinha os olhos abertos e quando passavamos para o outro, tinha-os fechados; noutra, uma Nossa Senhora de Fátima com os 3 pastorinhos ajoelhados aos pés; e noutra uma espécie de santuário ao pai da senhora, que tinha desaparecido e meses mais tarde tinha sido encontrado morto. Fora os dois cãezinhos que tinha que, de cada vez que eu abria o frigorifico, começavam a pular para eu lhes dar qualquer coisa para comerem! Buh! Enfim... já passou.
Entretanto não consegui arranjar casa sem senhorios mas fiquei numa casa mais bacaninha (embora também com senhoria) com uma rapariga portuguesa (a Raquel) com quem costumava/costumo andar quase sempre.
Estou melhor aqui. Só tenho pena de ser com senhorio. Mas não me posso queixar porque é bem simpática. É brasileira e descobri que tem o meu curso (jornalismo).

Quantos às aulas... pois só tive duas, mas foram o suficiente. Pelo que tenho falado com os amigos protugueses de cá (depois faço as apresentações), acho que sou a que tem tido menos sorte. Tenho uma aula sobreposta e a professora digamos que, para além de querer que fiquemos sempre nos mesmo lugares (até fez uma planta da sala e obrigou-nos a escrever onde estavamos sentados) e ser arrogante, quando fui falar com ela não ajudou nada. Disse que não posso ter assim duas cadeiras e que tenho de me desenrascar. Devo acrescentar o facto que a aula dela tem faltas e só posso dar 5 faltas. Agora, como é que me desenrasco? Não sei. Expliquei-lhe que eram as poucas equivalências que tinha e ela lá me disse para ir falar com a outra professora e depois logo se via como ficava. Simpatia, ãn?! Vá lá que o outro professor até foi acessivel. Praticamente não disse nada, mas foi simpático e tal.

Os coleguinhas espanhois... ui... esses então são do pior. Hoje é que perguntei uma coisa a uma rapariga que até foi simpática e até perguntou de onde vinha. Mas de resto... olham de lado e com grande ar de desprezo. Parece que tenho eu alguma doença que se contagia só pelo acto de falar.
Enfim... esperemos que mais tarde mude!

2 comentários:

fsantabarbara disse...

Mas de facto quem é que quer falar contigo? Espertos são eles! Ahaha

Anónimo disse...

Ves afilhada já tens ai uma bela história para contar aos netos... he he
Vá vá tem calma, a partir de agora vai ser sempre a curtir. Diverte-te, aproveita essa experiencia ao maximo e não te preocupes com as aulas que consegues ou não fazer. Se não gostas dessa prof, vai à outra cadeira... lol

Beijokas do padrinho das arabias...