segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Feliz Navidad!!

Por esta altura do ano, já os meninos da primária começaram a fazer as típicas composições sobre o natal, as ruas estão efeitadas e por onde quer que vamos ouvimos sempre um "bom natal".
Pois bem, chegou a minha vez de fazer uma espécie de composição sobre o natal espanhol e mostrar algumas iluminações que eles têm nas ruas.
Como todos sabemos, os espanholitos até há bem pouco tempo atrás "acreditavam" mais nos Reis Magos do que no Pai Natal. Por isso mesmo, só abriam os presentes no dia de Reis, que eles ainda hoje comemoram. Mas, como diz o outro, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e actualmente muitos dos espanhóis abrem logo as prendas no dia 25 e os meninos já falam mais no Papai Noel do que nos Reis Magos. Ainda assim, o dia de Reis continua a ser comemorado e as escolas só terminam as férias de natal depois desse dia.
Também aqui as ruas já estão iluminadas e os cânticos natalícios já se ouvem por onde quer que passemos. Todavia, e um facto que eu e a Adriana constatámos logo, ao que nos parece, eles aqui não têm o habito de desejar Feliz navidad após fazermos uma compra. Ou pelo menos por enquanto não ouvimos nada disso.

Devo confessar que esperava algo mais "extravagante" nas decorações. A foto de cima mostra a iluminação da Gran Via. Nada de especial, não acham? Em Portugal temos muito mais gosto do que eles para iluminarmos as ruas.
Esta é a árvore que se encontra nas Puertas del sol, a parte central de Madrid. Muito pobrezinha, a meu ver!

Mas....
esta aqui é muito mais gira. Não está bem no centro, ou pelo menos tão centrada como a anterior, mas está à vista de muita gente, visto que se encontra numa parte bastante movimentada da cidade.



















Depois existem as típicas bolinhas....
e também aqui há pais-natais [sim, está bem escrito!] a treparem pela chaminé. Mas, uma coisa que não tinha visto em Portugal, também há Reis Magos nas varandas. A caminho da minha faculdade vêem-se alguns, mas nas ruas de Madrid por onde andámos, não encontrei nenhum, então não tenho nenhuma foto.
Depois os efeitos feios, dos quais não gostei nada, mas, e como disse a Raquel, "dentro do feio na fotografia até ficou giro!"
Por último a Plaza de Cibeles. Sem dúvida a mais gira! Todavia não lhe tirámos muitas fotos porque ainda queriamos ir ao Hard Rock e já estava a ficar tarde!

E pronto, é tudo o que vos tenho a dizer. Espero que tenham gostado das [poucas] luzinhas de natal que vos apresentei.

Com a minha fotografia na Plaza de Cibeles me despeço, desejando-vos, como não poderia deixar de ser, um BOM NATAL!!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

23- F

Trabalho, trabalho e mais trabalho. Assim têm sido os meus dias [como qualquer estudante que faça os trabalhos]!
Hoje foi mesmo à jornalista: desde as 10h até às 20h, com duas horas de "almoço", encerrada numa espécie de anfiteatro [ou melho, mini-anfiteatro] numa conferência [no âmbito da cadeira de jornalismo de investigação] sobre o 23 de Fevereiro de Espanha.
Pois bem, peço desculpa aos cultos leitores que sabem o que foi o 23-F [como, pelos vistos, ficou conhecido] pela minha ignorância, àqueles que não sabem, ora dêem cá a mão porque eu também não fazia ideia do que era. História de Espanha, só a guerra civil.
Então, de uma maneira muito sucinta, o 23- F tratou-se de um frustrado Golpe de Estado, em 1981, durante os tempos de Transição espanhola. Isto é, quando Espanha estava em pleno processo de transição do ditatorial regime de Franco para o regime Constitucional [com o qual ainda hoje vivem]. O golpe foi levado a cabo por alguns guardas civis [donde se destaca o coronel Antonio Tejero] que assaltaram, por assim dizer, o Congresso dos Deputados, aquando as eleições para o presidente do governo. Todavia, não correu muito bem e o golpe de estado não foi bem sucedido, como foi o nosso 25 de Abril. Perceberam? [Acho que a Rezzola ia ficar orgulhosa de mim e dar-me-ia uma nota mais alta do que aquela que me deu; não, pessoal da ESCS? Lol]
Mas continuando... na conferência, foram oradores jornalistas, historiadores [o que me deu um enorme jeito, uma vez que não soube antes o tema da conferência então não fazia a mínima ideia do que era o 23- F -visto não ter feito qualquer pesquisa prévia. Assim, não só contextualizaram/relembraram os restantes alunos como me deram a conhecer algo que desconhecia da história espanhola] e um advogado [do coronel Antonio Tejero nesse agitado Fevereiro de 1981].
Tirei notas e mais notas [uma vez que tenho de fazer uma crónica de 3 páginas sobre a conferência]. Contudo, também me dispersei. Não só porque já cansava mas também porque o calor que fazia naquela amostra de anfiteatro deixava qualquer um mal disposto e fora de si.
Bem, quando for jornalista não vou cobrir conferências [ah ah ah... é uma piada. Quem me dera a mim ter logo um empregozinho, nem que seja a cobrir conferências! Lol Desde que haja trabalho, eu digo que sim!]. Que estafa que foi, embora tenha estado sempre sentada.
Não houve comes e bebes [ou melhor, houve; mas cada um por sua conta no bar da faculdade!] mas houve revistinhas. Sim, senhor. Deram-nos duas revistas sobre história. Até fiquei feliz porque me podem vir a dar jeito, para além que me cultivam mais, se as ler [o que faço questão].
Mas, ainda assim, não deixou de ser bacaninha. O que não vai ser muito bacano é o trabalho de 3 páginas. Valha-me a Maria [uma rapariga espanhola super simpática, da qual já falei] me ter avisado que era de 3 páginas, porque eu ia fazer só de uma. E já falando nela... pois bem, sim, a "amizade" com a Maria continua. Muito simpática [até porque se revê em mim como futura Erasmus que será], atenciosa e faz sempre questão de ficar ao pé de mim nas aulas. Pergunta-me, todas as semanas [lol], como estão a correr as coisas e se estou a gostar. A minha resposta é sempre a mesma [tal com a pergunta]: "Si. Ahora si, que me gusta estar aquí!" E não deixa de ser verdade.
Os "dramas" todos do início já passaram [tal como esperava] e estou a gostar bastante estar por cá. Se tivesse todas as equivalências e Madrid fosse um pouco mais barata [e se os pais concordassem,claro! lol], ficava mais um semestre. Todavia, o desejo de voltar também é enorme. Não sei explicar muito bem mas sei que é um sentimento comum a todos os Erasmus, pelo menos com aqueles que tenho falado. É bom estar aqui mas tambám é bom voltar.
E por falar em voltar... parece que em breve é natal e eu vou para Portugal [até rimou!]. Em breve estarei no nosso "país à beira mar plantado". Uma semaninha e qualquer coisa e voilá... aí estou eu de novo por uns diazinhos.
"Me aguaaaaardeeeem!"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Gente pseudo-culta!

Here I am again!
Os pais e mana já cá estiveram. Foram apenas quatro dias mas souberam tão bem. Não só porque finalmente comi SOPA (e da mãe) mas também, e principalmente, porque é sempre bom ter aqueles que tanto gostamos por perto (e não, mana, não estava farta de vos ter cá!)!
Fomos a Toledo, aos pontos principais de Madrid e vimos o que conseguimos e o que eu conhecia. Espero que tenham gostado. Eu cá adorei ter-vos por cá!

Chegada a quarta-feira, dia 3 de Dezembro, eis que a minha rotina volta ao normal. Já não há pais nem mana mas antes professores, colegas e só a Raquel em casa.
Ainda assim, não voltou de todo ao normal. Um pequeno grupinho de Erasmus juntou-se para uma quarta-feira cultural. Como tinha aulas de manhã, às quais não dava muito jeito faltar, apenas fui ter com eles de tarde para uma suposta visita ao Prado (que também não se paga às quartas-feiras). Todavia, uma vez que havia cerimónias de manhã no Palácio Real (que é grátis às quartas-feiras para todos os cidadãos da união europeia), acabámos por o ir ver de tarde e o Museu do Prado ainda está à nossa espera. Dia chuvoso e muito ventoso. Valeu-nos o facto de o Palácio estar bem equipado em termos de aquecimento.

Passando por salas e mais salas, onde o contraste de cor quase que feria a vista, ficámos a conhecer este património nacional espanhol por dentro. Grandioso tanto exterior como interiormente, contendo algumas salas magestosas, outras nem tanto, mas todas com a sua história.


Ainda tentei chamar pelo Princípe "Pipe" (para os amigos) e a sua pequenita "Nônô" (também para os mais chegados) mas de nada me valeu, uma vez que eles moram no Palácio de Zarzuela e não no Palácio Real de Madrid.


Apesar de este ser a residência oficial dos reis, a verdade é que estes pobres senhores apenas o utilizam para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências. Enfim, é o que faz ter muitos!



Para além dos quase 2800 quartos que este palácio tem (óbvio que nem metade vimo. Só está aberta ao público uma ala do palácio), numa outra parte do mesmo existe uma exposição de armamento: as vestes, tantos dos príncipes guerreiros como dos cavalos, as armas e as protecções que utilizavam.


A Catarina (eu), a Magui e a Adriana já estavam um tanto ou quanto enfadadas de ver tanta armadura, alguma com a sua piada. Preferiam antes ver um prato de comida (ninguém as manda ir ver um palácio, em que a visita demora cerca de duas horas, sem antes almoçarem. Coitadas, nenhuma vive num, pensavam que fosse como as suas humildes casinhas! lol). Mas o Andrea (o italiano), que tinha alugado aqueles guias sonoros, que mais parece que uma pessoa passa a visita ao telefone, andava todo feliz de um lado para o outro a ouvir as informações que a senhora lhe dava e depois vinha todo orgulhoso dizer que aquelas armaduras tinham sido forjadas em Itália e que aquilo e o outro tinha sido mandado construir a não sei quem que era italiano... em suma: ele tinha comido antes. Tudo dito!



Em frente ao palácio encontra-se a a famosa Catedral de La Almudena, onde os príncipes das Astúrias casaram.


É bem gira, tanto por fora como por dentro. Não a visitámos nesta quarta-feira mas enquanto os pais cá estiveram (a mana ainda não tinha chegado) demos uma volta por estes lados e entrámos para ver como era por dentro. Até assistimos ao inicio da missa. Lol


Pois bem, esta catedral tem um órgão enorme. Para falar a verdade, ao início nem estava a perceber o que era aquilo.


Vou postar aqui algumas fotos do interior da catedral, embora não estejam com grande qualidade, uma vez que só podia tirar fotografias sem flash e a minha máquina assim não é grande coisa (coitadinha...).










- Ei-lo: o grande e esplenderoso órgão!






















- O altar e um grupinho de freiras do lado esquerdo, antes de começar a misssa.







Esta catedral é a sede episcopal da diocese de Madrid e tem nada mais, nada menos do que 102m de comprimento e 73m de altura. Pequenina, não vos parece?


Como demorou vários anos a ser construída (começou por ser esboçada no século XVI e foi definitivamente inaugurada já no século XX, mais precisamente em 1993, por João Paulo II; se bem que o seu claustro foi finalizado por volta de 1955 e a fachada cinco anos mais tarde), contém uma mescla de estilos desde o neo-clássico no exterior, passando pelo neo-gótico no interior e o neo-romântico na cripta.


Agora o caro leitor pensa: "Com o frio que faz em Madrid [que faz imenso frio. Não é, pais?] e com tamanhas dimensões, deveria de estar um gelo dentro daquela bonita catedral!". Pois engane-se quem assim o pensou (ok, eu sei: ninguém pensou nisso. Mas deixem-me escrever!). De facto, e para grande surpresa mas felicidade minha (que estava gelada), a catedral dispõe de um sistema de aquecimento. Talvez seja para incentivar as pessoas a irem à missa e, assim, "matam-se dois coelhos de uma cajadada": os senhores padres têm gente a quem dar o sermão e as pessoas poupam na conta das calefaciones! Lol


À parte disto tudo, na quinta-feira, a Adriana telefonou-nos muito aflita e, mais uma vez, a minha rotina diária, que estava a recomaçar, foi novamente interrompida. Não que me importasse com isso, porque afinal de contas, rotina não é algo que me guste. Teria sido muito bom se não fosse pela a razão que foi: o anormal do senhorio da Adriana tentou beija-la após ir lá a casa para ver uma coisa nas paredes (consequênias do incêndio que deflagrou na casa de cima e do lado). A rapariga, coitadita, estava sozinha (porque os seus ricos colegas de casa estavam a viajar) e, como não se sentia segura, lá veio para a nossa casa.


Enfim... sozinha agora não fica de certeza! Estamos cá para parecermos muitos!



P.S.: Não tenho fotografias da parte de dentro do palácio porque era proíbido tirar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

PARABÉNS, Rita Maggessi!!

Nhô... agora um só para ti:
-Obrigada por me teres querido conhecer e deixares de pensar que eu era arrogante (e tudo o mais!lol);
-Obrigada pelas tardes sem fazer nada;
-Obrigada pelo SW onde nos rotularam de "pequenotas" e assim seremos por muito e muito tempo;
-Obrigada pela estadia na tua casa;
-Obrigada pelas dicas;
-Obrigada pelas pancadas das duas que só nos fizeram ver que afinal não passamos uma sem a outra;
-Obrigada pela sinceridade;
-Obrigada pelo livro sobre chocolate e com cheiro a chocolate;
-Obrigada pelos "nossos" kinderes chocolates que tanto gostamos;
-Obrigada por adormeceres enquanto me estás a contar qualquer coisa (lol, só tu, mesmo!);
-Obrigada por dizeres que sentes saudades minhas;
-Obrigada por toda a confiança;
-Obrigada pelas arrobas;
-Obrigada pelo NHOMO-TE;
-Obrigada por tudo!

MUITOS PARABÉNS, 'Maria' Rita Maggessi Morão Alves de Sá :D!!

À old school... @@ Nhomo-te