E pronto, é tudo o que vos tenho a dizer. Espero que tenham gostado das [poucas] luzinhas de natal que vos apresentei.
Com a minha fotografia na Plaza de Cibeles me despeço, desejando-vos, como não poderia deixar de ser, um BOM NATAL!!
Uma pequena rapariga portuguesa, que se julgava ser corajosa, decidiu partir à descoberta do país de "nuestros hermanos". É essa a história que este blog nos conta: a grande aventura que é partir sozinho em Erasmus. O título, inspirado na "épica" colecção de Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada, define, desde logo, o cariz do blog. Com uns dias mais inspiradores do que outros, espero fazer-vos companhia. Podem embarcar nesta aventura de forma gratuita. Espero que gostem! Catarina
E pronto, é tudo o que vos tenho a dizer. Espero que tenham gostado das [poucas] luzinhas de natal que vos apresentei.
Com a minha fotografia na Plaza de Cibeles me despeço, desejando-vos, como não poderia deixar de ser, um BOM NATAL!!
Passando por salas e mais salas, onde o contraste de cor quase que feria a vista, ficámos a conhecer este património nacional espanhol por dentro. Grandioso tanto exterior como interiormente, contendo algumas salas magestosas, outras nem tanto, mas todas com a sua história.
Ainda tentei chamar pelo Princípe "Pipe" (para os amigos) e a sua pequenita "Nônô" (também para os mais chegados) mas de nada me valeu, uma vez que eles moram no Palácio de Zarzuela e não no Palácio Real de Madrid.
Apesar de este ser a residência oficial dos reis, a verdade é que estes pobres senhores apenas o utilizam para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências. Enfim, é o que faz ter muitos!
Para além dos quase 2800 quartos que este palácio tem (óbvio que nem metade vimo. Só está aberta ao público uma ala do palácio), numa outra parte do mesmo existe uma exposição de armamento: as vestes, tantos dos príncipes guerreiros como dos cavalos, as armas e as protecções que utilizavam.
A Catarina (eu), a Magui e a Adriana já estavam um tanto ou quanto enfadadas de ver tanta armadura, alguma com a sua piada. Preferiam antes ver um prato de comida (ninguém as manda ir ver um palácio, em que a visita demora cerca de duas horas, sem antes almoçarem. Coitadas, nenhuma vive num, pensavam que fosse como as suas humildes casinhas! lol). Mas o Andrea (o italiano), que tinha alugado aqueles guias sonoros, que mais parece que uma pessoa passa a visita ao telefone, andava todo feliz de um lado para o outro a ouvir as informações que a senhora lhe dava e depois vinha todo orgulhoso dizer que aquelas armaduras tinham sido forjadas em Itália e que aquilo e o outro tinha sido mandado construir a não sei quem que era italiano... em suma: ele tinha comido antes. Tudo dito!
Em frente ao palácio encontra-se a a famosa Catedral de La Almudena, onde os príncipes das Astúrias casaram.
É bem gira, tanto por fora como por dentro. Não a visitámos nesta quarta-feira mas enquanto os pais cá estiveram (a mana ainda não tinha chegado) demos uma volta por estes lados e entrámos para ver como era por dentro. Até assistimos ao inicio da missa. Lol
Pois bem, esta catedral tem um órgão enorme. Para falar a verdade, ao início nem estava a perceber o que era aquilo.
Vou postar aqui algumas fotos do interior da catedral, embora não estejam com grande qualidade, uma vez que só podia tirar fotografias sem flash e a minha máquina assim não é grande coisa (coitadinha...).
- Ei-lo: o grande e esplenderoso órgão!
- O altar e um grupinho de freiras do lado esquerdo, antes de começar a misssa.
Esta catedral é a sede episcopal da diocese de Madrid e tem nada mais, nada menos do que 102m de comprimento e 73m de altura. Pequenina, não vos parece?
Como demorou vários anos a ser construída (começou por ser esboçada no século XVI e foi definitivamente inaugurada já no século XX, mais precisamente em 1993, por João Paulo II; se bem que o seu claustro foi finalizado por volta de 1955 e a fachada cinco anos mais tarde), contém uma mescla de estilos desde o neo-clássico no exterior, passando pelo neo-gótico no interior e o neo-romântico na cripta.
Agora o caro leitor pensa: "Com o frio que faz em Madrid [que faz imenso frio. Não é, pais?] e com tamanhas dimensões, deveria de estar um gelo dentro daquela bonita catedral!". Pois engane-se quem assim o pensou (ok, eu sei: ninguém pensou nisso. Mas deixem-me escrever!). De facto, e para grande surpresa mas felicidade minha (que estava gelada), a catedral dispõe de um sistema de aquecimento. Talvez seja para incentivar as pessoas a irem à missa e, assim, "matam-se dois coelhos de uma cajadada": os senhores padres têm gente a quem dar o sermão e as pessoas poupam na conta das calefaciones! Lol
À parte disto tudo, na quinta-feira, a Adriana telefonou-nos muito aflita e, mais uma vez, a minha rotina diária, que estava a recomaçar, foi novamente interrompida. Não que me importasse com isso, porque afinal de contas, rotina não é algo que me guste. Teria sido muito bom se não fosse pela a razão que foi: o anormal do senhorio da Adriana tentou beija-la após ir lá a casa para ver uma coisa nas paredes (consequênias do incêndio que deflagrou na casa de cima e do lado). A rapariga, coitadita, estava sozinha (porque os seus ricos colegas de casa estavam a viajar) e, como não se sentia segura, lá veio para a nossa casa.
Enfim... sozinha agora não fica de certeza! Estamos cá para parecermos muitos!
P.S.: Não tenho fotografias da parte de dentro do palácio porque era proíbido tirar.
Embora Toledo não seja uma cidade muito grande, o certo é que um dia não é propriamente o melhor para se visitar tudo. Então tivemos de ser bem selectivos e, com a ajuda da senhora do posto de informações, lá vimos as principais reliquias da cidade, embora muito fugitivamente.
Íamos todos fugazes da vida para ver a enorme e exuberante catedral mas contentámo-nos por vê-la apenas e só por fora [o que já e uma bela vista], visto que teriamos de pagar 7€ pela entrada [note-se que não havia desconto para estudantes]. Ponderámos, até porque a vontade era imensa, mas caímos em nós e voltou-nos à memória o facto de sermos estudantes! Ainda assim, e se fosse rica, não seria dinheiro mal empregue. Conseguimos dar uma espreitadela e apercebemo-nos que obras de arte ali não faltavam. Isto falando de estátuas, frescos, santos... tudo! Vejam só a parte exterior:
Relativamente à igreja, onde acabámos por entrar depois [e de borla! lol], foi a desilusão total. Tão bonita e vistosa por fora e tão pobrezinha por dentro! Essa foi a minha única desilusão. Valha-nos o facto de ter sido de borla. Ei-la por fora:
Nada que não passasse com tudo o resto que vi. As magnificas vista de Toledo de onde o, também nosso, Tejo faz parte.
Embora nada tenham que ver uma com a outra, poderiamos "comparar" Madrid a Toledo. Assim teríamos por um lado, quando olhassemos para o céu, uma quantidade enorme de arranha-céus - seria madrid- e por outro uma quantidade enorme de torres de igrejas que, sem sombra de dúvidas, seria Toledo. Ok... uma comparação o quanto ou tanto ridicula. Mas isto tudo para vos tentar explicar que Toledo, apesar de não ser muito grande, tem enormes igrejas que se vêem por toda a parte da cidade: desde a estação de comboios (que fica abaixo da cidade) até dentro da própria.
As imagens dos já falados neste blog Don Quijote y Sancho Panza também não poderiam faltar nestas lojinhas. Umas maior do que outras, mas sempre a mesma imagem. Enfim... saída não lhes deve faltar, caso contrário não haveria tantas figurinhas daquelas.
E aqui estão os aventureiros descobridores que, em apenas um dia, quase que viram tudo de Toledo [embora nem sempre com "olhos de ver"].
Seguem-se as apresentações: em cima, da esquerda para a direita - Andrea (italiano), Cindy (belga), Daniel (italiano - não sei se se escreve assim o nome do rapaz! lol), Emilia (finlandesa -também não faço a mínima se o nome está bem escrito ou não. Se calhar até leva dois "m's" mas... whatever), Magui (portuguesa- e não, não é Margarida. O nome dela é mesmo este), Lisa (alemã); em baixo, da esquerda para a direita- Adriana, Joana e Catarina (eu)- as três portuguesas!
Agora, descubram voces Toledo que vale bem a pena
Devo dizer-vos, caros leitores, que me fartei de andar, de ser empurrada e espezinhada e, mesmo assim, acabei por não ver todo o Rastro. É impossivel. Não só pelo número de gente que lá se encontra mas devido ao seu tamanho que esgota uma pessoa (e as horas, também).
O Rastro tem de tudo um pouco: desde colares (mãe,seria a tua perdição), a tachos, passando por cachecois, cuecas, meias, brinquedos, blusas, camisolas, casacos, calças, vestidos, malas e mais malas, sacos, óculos, chapéus, luvas... tudo o que uma grande superficie comercial tem e a um preço mais barato.
(Raquel, eu e uma nova companheira de "aventura", Vincenza [espero que o nome não esteja mal escrito], uma Erasmus italiana)
Há tanta coisa para ver no Rastro, que muitas delas acabamos por passar à roda sem perceber/ligar ao que realmente são. Foi o caso de uns cartazes com toureiros ou então com um pare de dançarinos sevelhanos que por diversas vezes vi, mas só mesmo no final tomei atenção ao que realmente era.
Aqui está um exemplo desses cartazes. Passo a explicar: as pessoas escolhem o cartaz que querem e, na hora, com vários carimbos com as letras do alfabeto (obviamente), o senhor ou senhora que os esteja a vender escreve o nosso nome (daí o "votre nom ici") no cartaz. Assim, somos nós os protagonistas de algo que está a ser anunciado. Digo-vos, desde já, que tem bastante saída.
Mas não só de coisas boas o Rastro é feito. Como não podia deixar de ser, os profissionais dos assaltatos também não deixam as suas "tendas ambulantes" longe deste magnifico espaço aglomerado de gente, onde tirar uma carteira de uma mala ou de um bolso, é tão fácil como tirar um brinquedo a uma criança.
Os próprios livros-guia recomendam tomarmos muita atenção a isso. Escusado será dizer que nunca tinha agarrado tão bem na mala como agarrei naquela fria mas ensolarada manhã de domingo. Nada aconteceu e espero não vir a acontecer. Basta tomarmos um pouquinho mais de atenção.
Depois do Rastro e como a fome já voltava a atacar, decidimos ser tipicamente espanhois e fomos às tapas.
Segundo o que a professora de espanhol da Raquel lhes disse (uma vez que não tenho horário para frequentar tal aula), é costume haver vendedores de tapas no próprio Rastro, mas nós não encontrámos. Talvez estivessem na outra ponto do grande mercado.
Então fomos até um restaurantezinho, as duas portuguesas e a italiana. O Renny e a Sónia também foram ao Rastro connosco mas, embora tenham ambos nascido na venezuelana, decidiram ser bons portugueses e ir comer a casa as belas das costoletas que por lá tinham.
A Sónia dizia que as tapas não eram almoço para ninguém. Na verdade até tinha razão, mas nós até não ficámos com fome e fomos super bem atendidas por um senhor que nos perguntou logo de onde éramos (note-se o sotaque e o não saber conjugar alguns tempos verbais a denunciarem-nos) e foi bastante atencioso. Até agradeceu em português e disse-nos que podiamos falar no nosso idioma porque ele era da Galiza e percebia muito bem o português. Mas lá está, fizemos bem o nosso papel e hablámos en castellano.
Como o desejo das tapas era tão grande, nem chegámos a tirar fotografias às mesma. Ou melhor, até tirámos mas já estava no fim e não vou postar aqui, porque senão, em vez de inveja iriam sentir um pouco de... "nojo" (não no sentido literal da palavra). Lol
Por isso, dêem asas à vossa fértil imaginação e pensem em pedaços "pseudo grandes" de pão com queijo fundido, outros com presunto e ainda com tortilla.
Eis a primeira. Para mim esta não é a mais gira mas, ainda assim, tem a sua beleza. Aqui é tudo estupendamente alto. Até os edifícios mais antigos; e, como vêem, os monumentos não são excepção. Bastante trabalhados e sempre com pormenores que à primeira vista nos podem passar despercebidos. É mesmo necessário ver com atenção para que nenhum detalhe nos escape. Afinal de contas, vale bem a pena.
Aqui está a minha preferida: Don Quixote de La Mancha e o seu eterno e, diga-se de passagem, paciente escudeiro, Sancho Panza.
Quem não conhece esta fantástica história de Miguel de Cervantes? Toda a gente já ouviu, pelo menos, falar dela.
Ainda hoje nos deparamos com inúmeros Don Quixotes e Sanchos Panzas. Aqueles que sonham em demasia e que parece nunca descerem à terra para encarar a realidade, e os realistas, que sabem o quão dura, às vezes, a vida pode ser. Digamos que é uma história que continua um tanto ou quanto actualizada nos dias de hoje.
Cá estão eles, bem mais de perto: o pobre, gordo e realista Sancho Panza no seu burrinho, e o esbelto, fantasioso e magalómano Don Quixote no seu cavalo.
Digam lá que esta escultura não está perfeita?!
Entretanto era para irmos ao Prado, mas já estavamos um bocado cansados de museus então decidimos ir até ao Retiro.
O tempo, para além do frio, que já nem vou falar desse "gajo", estava meio "tremido". Mas lá se aguentou e até conseguimos andar de barco a remos. Escusado será dizer que saí de lá um tanto ou quanto molhada, não fosse o André, logo na primeira vez que remou, mandar-me assim umas belas gotinhas de água do grande lago para cima. Não sei qual dos 3 remou pior. Mas foi engraçado!
Agora vai ser uma vergonha dizer isto mas... durante os quase 2 meses que aqui estou ainda não tinha ido à Plaza Mayor! E tantas vezes que já lá estive por perto. Mas vejamos o lado positivo: assim não vi só coisas repetidas mas também coisas novas! Lol
E assim foi o meu fim-de-semana prolongado. Revendo coisas e pessoas, conhecendo outras coisas e pessoas novas, rindo, comendo, calando nos momentos de maior cansaço mas sempre com a felicidade de ter alguém "meu" por perto.
Agora, fico à espera da vossa visita!!
Antes demais, quero agradecer ao Renny por me ter facultado as fotografias. Ainda as conseguiste tirar em dias de pouco frio. Obrigada, rapaz! ;)
Aquilo lá mais o fundo que tem um ar um tanto ou quanto estranho é o estádio do campus e o ginásio. É bem grandinho, o estádio.
Como já devem ter percebido, a faculdade não se resume a um só edifício mas a vários. Daí ser um campus, não é?! Lol
Pois bem, existem vários pólos: dois aulários; dois laboratório [se não estou em erro] - que é onde se tem as práticas; um bar que está junto ao refeitório, à repografia e à, suponho, papelaria; um edificio de gestión, onde está a secretaria, tesouraria e serviços de relações internacionais; e um edifíco de despachos [gabinetes], que é onde estão os gabinetes dos professores. Mas isto tudo separado.
Obviamente que os alunos não andam a correr feitos baratas tontas de aulário para aulário. A não ser que tenham alguma cadeira de outro ano em atraso. Isto porquê? Porque cada ano tem um aulário onde tem sempre aulas. Por exemplo, os alunos dos 1º, 3º e 4º anos têm aulas no aulário I, enquanto que os restantes têm no aulário II, fiz-me entender? Lol
Eu, como tenho aulas de quase todos os anos, é que tenho aulas no aulário I e II. Valha-me ser só uma por dia, porque senão dava em tonta. A não ser na quarta-feira, o único dia que tenho duas aulas, e cada uma em seu aulário. Quando saio de uma tenho de ir a correr para a outra porque o professor não tolera atrasos.
(Edificio dos gabinetes dos professores)
E pronto, é assim a minha escolinha de cá. Espero que tenham gostado.



Churros comidos e chocolate quente bebido, foi altura de começar a perguntar às pessoas onde ficava a rua para a discoteca que queriamos ir, uma vez que o Andrea tinha arranjado convites para entrarmos.
Antes disso ainda andámos às voltinhas pela Gran Vía e pela Puerta del Sol, para vermos como era a noite. O Andrea já conhecia, mas quis que nós vissemos pelos nossos próprios olhos como se pode fazer a noite, se tivermos sorte, em Espanha, sem gastar dinheiro. Pois bem, enquanto que em Portugal andam os senhores a distribuir flayers dos bares na rua, em Espanha os senhores dão-nos uns cartõezinhos, onde temos desconto numa bebida, mas antes oferecem-nos um shoppito [shot]. A pessoa que está a fazer publicidade aborda-nos na rua, mostra o flayer do bar, pergunta se queremos ir, leva-nos até lá e diz ao barman quantos shoppitos são e depois vai-se embora. Ou seja, não nos temos de preocupar em ficar lá ou não. Se quisermos ficamos, senão podemos ir embora sem beber mais nada a não ser a bebida que nos oferecem. Giro, não? E olhem que fomos abordados algumas vezes. Até fomos duas vezes ao mesmo bar! Lol
E outra coisa, quando vos disserem que Nova Iorque é a cidade que não dorme, ripostem e digam que Madrid também [ok, não deve ser a mesma coisa mas... digamos que por lá caminha]! A Gran Vía de noite é quase a mesma coisa que de dia.
Há mesmo muita gente nas ruas, não só de carro como a pé.
Tomados os shoppitos gratuitos, lá fomos ver da Calle de la Princesa [onde era a discoteca]. Demorou um bocadinho a encontra-la, até porque, inteligentes como somos, continuámos a andar na conversar e passámos ao lado da discoteca. Resultado: toca de voltar para trás e descer a rua quase toda [que ainda é um pouquinho grande].
Econtrada a discoteca lá entrámos. Era grandinha, sim, mas nada de transcendente.
O som não era muito do meu agrado, uma vez que era só house. Não era daquelas que tinha só música espanhola, o que nem sei se é bom ou mau.
Valha-me a Raquel e o Andrea também não gostarem muito de house, mas ainda lá ficámos um bom tempinho.
Saídos da discoteca, estavamos todos com um bocadinho de fome. Então tivemos a excelente e pouco original ideia de ir ver de qualquer coisa para comer. Felizmente, tal como em Portugal, em Itália também existem roulotes ou padarias abertas para se comer a altas horas da noite, ou seja, não estivemos de estar a explicar tudo ao Andrea porque ele percebeu logo.
Os 3 pequenotes lá andaram a ver do mesmo que têm nos seus países quando a fome aperta à noite. Mas... eis que nada! É verdade... os espanhois não têm nada daquilo que temos. Um cachorrozinho, uma bifana, a bela da tosta do 2em1 [maltinha de Portalegre]... nada!! Ainda andámos a perguntar onde poderiamos comer um bocadillo mas as poucas coisas que havia eram as alimentaciónes, que não têm grande coisa [batatas fritas, gomas, coca-colas, águas...], e os chineses que, com uma caixa de papelão a fazer de balcão, metem umas sandes feitas por eles e um arroz chao-chao. Óbvio que não íamos comer daquilo até porque, como dizia o Andrea, não eram sandes de presunto mas sim de gato ou algo do género.
Enfim... frustrados e com fome lá fomos ver búho [significa coruja, em espanhol. É um autocarro nocturno que percorre toda a cidade de Madrid e bairros circundantes].
Para chegarmos a Fuenlabrada temos de apanhar dois autocarros. Ou seja, demoramos sensivelmente duas horas a chegar a casa. Dá para adormecer na viagem.
Como a fome apertava, não paravamos de falar em comida [o que ainda nos fazia sentir mais fome, mas enfim...]. Nós, as portuguesas, diziamos que sentiamos falta da pastelaria portuguesa e de outras coisas mais que, pela noite, se acabava sempre por comer. O italiano [Andrea] também se queixou do mesmo.
Cheguei à conclusão que poderiamos passar a chamar de "nuestros hermanos" os italianos e não os espanhóis. Isto porque o nosso país tem muito mais em comum com a Itália do que propriamente com a Espanha. Tirando a proximidade, não vejo outra razão para os tratarmos como tal.
O Andrea falou ainda da pasta de mezzanote [pasta da meia-noite]. Segundo ele, é uma pasta que não é bem pasta mas que acaba por ser pasta que se come muitas vezes no verão, a meio da noite, em Itália. "Pasta que não é bem pasta mas que acaba por ser pasta", perceberam? Óptimo. É que eu também não percebi e ele já tinha explicado aquilo pelo menos umas 3 vezes, então, e também porque estava com sono, disse "aah...", como se tivesse percebido! [Vá lá... toda a genta faz isso!] Lol
E foi assim a nossa noitinha. Gostei, sim senhor!