segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Feliz Navidad!!

Por esta altura do ano, já os meninos da primária começaram a fazer as típicas composições sobre o natal, as ruas estão efeitadas e por onde quer que vamos ouvimos sempre um "bom natal".
Pois bem, chegou a minha vez de fazer uma espécie de composição sobre o natal espanhol e mostrar algumas iluminações que eles têm nas ruas.
Como todos sabemos, os espanholitos até há bem pouco tempo atrás "acreditavam" mais nos Reis Magos do que no Pai Natal. Por isso mesmo, só abriam os presentes no dia de Reis, que eles ainda hoje comemoram. Mas, como diz o outro, "mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" e actualmente muitos dos espanhóis abrem logo as prendas no dia 25 e os meninos já falam mais no Papai Noel do que nos Reis Magos. Ainda assim, o dia de Reis continua a ser comemorado e as escolas só terminam as férias de natal depois desse dia.
Também aqui as ruas já estão iluminadas e os cânticos natalícios já se ouvem por onde quer que passemos. Todavia, e um facto que eu e a Adriana constatámos logo, ao que nos parece, eles aqui não têm o habito de desejar Feliz navidad após fazermos uma compra. Ou pelo menos por enquanto não ouvimos nada disso.

Devo confessar que esperava algo mais "extravagante" nas decorações. A foto de cima mostra a iluminação da Gran Via. Nada de especial, não acham? Em Portugal temos muito mais gosto do que eles para iluminarmos as ruas.
Esta é a árvore que se encontra nas Puertas del sol, a parte central de Madrid. Muito pobrezinha, a meu ver!

Mas....
esta aqui é muito mais gira. Não está bem no centro, ou pelo menos tão centrada como a anterior, mas está à vista de muita gente, visto que se encontra numa parte bastante movimentada da cidade.



















Depois existem as típicas bolinhas....
e também aqui há pais-natais [sim, está bem escrito!] a treparem pela chaminé. Mas, uma coisa que não tinha visto em Portugal, também há Reis Magos nas varandas. A caminho da minha faculdade vêem-se alguns, mas nas ruas de Madrid por onde andámos, não encontrei nenhum, então não tenho nenhuma foto.
Depois os efeitos feios, dos quais não gostei nada, mas, e como disse a Raquel, "dentro do feio na fotografia até ficou giro!"
Por último a Plaza de Cibeles. Sem dúvida a mais gira! Todavia não lhe tirámos muitas fotos porque ainda queriamos ir ao Hard Rock e já estava a ficar tarde!

E pronto, é tudo o que vos tenho a dizer. Espero que tenham gostado das [poucas] luzinhas de natal que vos apresentei.

Com a minha fotografia na Plaza de Cibeles me despeço, desejando-vos, como não poderia deixar de ser, um BOM NATAL!!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

23- F

Trabalho, trabalho e mais trabalho. Assim têm sido os meus dias [como qualquer estudante que faça os trabalhos]!
Hoje foi mesmo à jornalista: desde as 10h até às 20h, com duas horas de "almoço", encerrada numa espécie de anfiteatro [ou melho, mini-anfiteatro] numa conferência [no âmbito da cadeira de jornalismo de investigação] sobre o 23 de Fevereiro de Espanha.
Pois bem, peço desculpa aos cultos leitores que sabem o que foi o 23-F [como, pelos vistos, ficou conhecido] pela minha ignorância, àqueles que não sabem, ora dêem cá a mão porque eu também não fazia ideia do que era. História de Espanha, só a guerra civil.
Então, de uma maneira muito sucinta, o 23- F tratou-se de um frustrado Golpe de Estado, em 1981, durante os tempos de Transição espanhola. Isto é, quando Espanha estava em pleno processo de transição do ditatorial regime de Franco para o regime Constitucional [com o qual ainda hoje vivem]. O golpe foi levado a cabo por alguns guardas civis [donde se destaca o coronel Antonio Tejero] que assaltaram, por assim dizer, o Congresso dos Deputados, aquando as eleições para o presidente do governo. Todavia, não correu muito bem e o golpe de estado não foi bem sucedido, como foi o nosso 25 de Abril. Perceberam? [Acho que a Rezzola ia ficar orgulhosa de mim e dar-me-ia uma nota mais alta do que aquela que me deu; não, pessoal da ESCS? Lol]
Mas continuando... na conferência, foram oradores jornalistas, historiadores [o que me deu um enorme jeito, uma vez que não soube antes o tema da conferência então não fazia a mínima ideia do que era o 23- F -visto não ter feito qualquer pesquisa prévia. Assim, não só contextualizaram/relembraram os restantes alunos como me deram a conhecer algo que desconhecia da história espanhola] e um advogado [do coronel Antonio Tejero nesse agitado Fevereiro de 1981].
Tirei notas e mais notas [uma vez que tenho de fazer uma crónica de 3 páginas sobre a conferência]. Contudo, também me dispersei. Não só porque já cansava mas também porque o calor que fazia naquela amostra de anfiteatro deixava qualquer um mal disposto e fora de si.
Bem, quando for jornalista não vou cobrir conferências [ah ah ah... é uma piada. Quem me dera a mim ter logo um empregozinho, nem que seja a cobrir conferências! Lol Desde que haja trabalho, eu digo que sim!]. Que estafa que foi, embora tenha estado sempre sentada.
Não houve comes e bebes [ou melhor, houve; mas cada um por sua conta no bar da faculdade!] mas houve revistinhas. Sim, senhor. Deram-nos duas revistas sobre história. Até fiquei feliz porque me podem vir a dar jeito, para além que me cultivam mais, se as ler [o que faço questão].
Mas, ainda assim, não deixou de ser bacaninha. O que não vai ser muito bacano é o trabalho de 3 páginas. Valha-me a Maria [uma rapariga espanhola super simpática, da qual já falei] me ter avisado que era de 3 páginas, porque eu ia fazer só de uma. E já falando nela... pois bem, sim, a "amizade" com a Maria continua. Muito simpática [até porque se revê em mim como futura Erasmus que será], atenciosa e faz sempre questão de ficar ao pé de mim nas aulas. Pergunta-me, todas as semanas [lol], como estão a correr as coisas e se estou a gostar. A minha resposta é sempre a mesma [tal com a pergunta]: "Si. Ahora si, que me gusta estar aquí!" E não deixa de ser verdade.
Os "dramas" todos do início já passaram [tal como esperava] e estou a gostar bastante estar por cá. Se tivesse todas as equivalências e Madrid fosse um pouco mais barata [e se os pais concordassem,claro! lol], ficava mais um semestre. Todavia, o desejo de voltar também é enorme. Não sei explicar muito bem mas sei que é um sentimento comum a todos os Erasmus, pelo menos com aqueles que tenho falado. É bom estar aqui mas tambám é bom voltar.
E por falar em voltar... parece que em breve é natal e eu vou para Portugal [até rimou!]. Em breve estarei no nosso "país à beira mar plantado". Uma semaninha e qualquer coisa e voilá... aí estou eu de novo por uns diazinhos.
"Me aguaaaaardeeeem!"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Gente pseudo-culta!

Here I am again!
Os pais e mana já cá estiveram. Foram apenas quatro dias mas souberam tão bem. Não só porque finalmente comi SOPA (e da mãe) mas também, e principalmente, porque é sempre bom ter aqueles que tanto gostamos por perto (e não, mana, não estava farta de vos ter cá!)!
Fomos a Toledo, aos pontos principais de Madrid e vimos o que conseguimos e o que eu conhecia. Espero que tenham gostado. Eu cá adorei ter-vos por cá!

Chegada a quarta-feira, dia 3 de Dezembro, eis que a minha rotina volta ao normal. Já não há pais nem mana mas antes professores, colegas e só a Raquel em casa.
Ainda assim, não voltou de todo ao normal. Um pequeno grupinho de Erasmus juntou-se para uma quarta-feira cultural. Como tinha aulas de manhã, às quais não dava muito jeito faltar, apenas fui ter com eles de tarde para uma suposta visita ao Prado (que também não se paga às quartas-feiras). Todavia, uma vez que havia cerimónias de manhã no Palácio Real (que é grátis às quartas-feiras para todos os cidadãos da união europeia), acabámos por o ir ver de tarde e o Museu do Prado ainda está à nossa espera. Dia chuvoso e muito ventoso. Valeu-nos o facto de o Palácio estar bem equipado em termos de aquecimento.

Passando por salas e mais salas, onde o contraste de cor quase que feria a vista, ficámos a conhecer este património nacional espanhol por dentro. Grandioso tanto exterior como interiormente, contendo algumas salas magestosas, outras nem tanto, mas todas com a sua história.


Ainda tentei chamar pelo Princípe "Pipe" (para os amigos) e a sua pequenita "Nônô" (também para os mais chegados) mas de nada me valeu, uma vez que eles moram no Palácio de Zarzuela e não no Palácio Real de Madrid.


Apesar de este ser a residência oficial dos reis, a verdade é que estes pobres senhores apenas o utilizam para ocasiões de gala, almoços, recepções oficiais, entregas de prémios e audiências. Enfim, é o que faz ter muitos!



Para além dos quase 2800 quartos que este palácio tem (óbvio que nem metade vimo. Só está aberta ao público uma ala do palácio), numa outra parte do mesmo existe uma exposição de armamento: as vestes, tantos dos príncipes guerreiros como dos cavalos, as armas e as protecções que utilizavam.


A Catarina (eu), a Magui e a Adriana já estavam um tanto ou quanto enfadadas de ver tanta armadura, alguma com a sua piada. Preferiam antes ver um prato de comida (ninguém as manda ir ver um palácio, em que a visita demora cerca de duas horas, sem antes almoçarem. Coitadas, nenhuma vive num, pensavam que fosse como as suas humildes casinhas! lol). Mas o Andrea (o italiano), que tinha alugado aqueles guias sonoros, que mais parece que uma pessoa passa a visita ao telefone, andava todo feliz de um lado para o outro a ouvir as informações que a senhora lhe dava e depois vinha todo orgulhoso dizer que aquelas armaduras tinham sido forjadas em Itália e que aquilo e o outro tinha sido mandado construir a não sei quem que era italiano... em suma: ele tinha comido antes. Tudo dito!



Em frente ao palácio encontra-se a a famosa Catedral de La Almudena, onde os príncipes das Astúrias casaram.


É bem gira, tanto por fora como por dentro. Não a visitámos nesta quarta-feira mas enquanto os pais cá estiveram (a mana ainda não tinha chegado) demos uma volta por estes lados e entrámos para ver como era por dentro. Até assistimos ao inicio da missa. Lol


Pois bem, esta catedral tem um órgão enorme. Para falar a verdade, ao início nem estava a perceber o que era aquilo.


Vou postar aqui algumas fotos do interior da catedral, embora não estejam com grande qualidade, uma vez que só podia tirar fotografias sem flash e a minha máquina assim não é grande coisa (coitadinha...).










- Ei-lo: o grande e esplenderoso órgão!






















- O altar e um grupinho de freiras do lado esquerdo, antes de começar a misssa.







Esta catedral é a sede episcopal da diocese de Madrid e tem nada mais, nada menos do que 102m de comprimento e 73m de altura. Pequenina, não vos parece?


Como demorou vários anos a ser construída (começou por ser esboçada no século XVI e foi definitivamente inaugurada já no século XX, mais precisamente em 1993, por João Paulo II; se bem que o seu claustro foi finalizado por volta de 1955 e a fachada cinco anos mais tarde), contém uma mescla de estilos desde o neo-clássico no exterior, passando pelo neo-gótico no interior e o neo-romântico na cripta.


Agora o caro leitor pensa: "Com o frio que faz em Madrid [que faz imenso frio. Não é, pais?] e com tamanhas dimensões, deveria de estar um gelo dentro daquela bonita catedral!". Pois engane-se quem assim o pensou (ok, eu sei: ninguém pensou nisso. Mas deixem-me escrever!). De facto, e para grande surpresa mas felicidade minha (que estava gelada), a catedral dispõe de um sistema de aquecimento. Talvez seja para incentivar as pessoas a irem à missa e, assim, "matam-se dois coelhos de uma cajadada": os senhores padres têm gente a quem dar o sermão e as pessoas poupam na conta das calefaciones! Lol


À parte disto tudo, na quinta-feira, a Adriana telefonou-nos muito aflita e, mais uma vez, a minha rotina diária, que estava a recomaçar, foi novamente interrompida. Não que me importasse com isso, porque afinal de contas, rotina não é algo que me guste. Teria sido muito bom se não fosse pela a razão que foi: o anormal do senhorio da Adriana tentou beija-la após ir lá a casa para ver uma coisa nas paredes (consequênias do incêndio que deflagrou na casa de cima e do lado). A rapariga, coitadita, estava sozinha (porque os seus ricos colegas de casa estavam a viajar) e, como não se sentia segura, lá veio para a nossa casa.


Enfim... sozinha agora não fica de certeza! Estamos cá para parecermos muitos!



P.S.: Não tenho fotografias da parte de dentro do palácio porque era proíbido tirar.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

PARABÉNS, Rita Maggessi!!

Nhô... agora um só para ti:
-Obrigada por me teres querido conhecer e deixares de pensar que eu era arrogante (e tudo o mais!lol);
-Obrigada pelas tardes sem fazer nada;
-Obrigada pelo SW onde nos rotularam de "pequenotas" e assim seremos por muito e muito tempo;
-Obrigada pela estadia na tua casa;
-Obrigada pelas dicas;
-Obrigada pelas pancadas das duas que só nos fizeram ver que afinal não passamos uma sem a outra;
-Obrigada pela sinceridade;
-Obrigada pelo livro sobre chocolate e com cheiro a chocolate;
-Obrigada pelos "nossos" kinderes chocolates que tanto gostamos;
-Obrigada por adormeceres enquanto me estás a contar qualquer coisa (lol, só tu, mesmo!);
-Obrigada por dizeres que sentes saudades minhas;
-Obrigada por toda a confiança;
-Obrigada pelas arrobas;
-Obrigada pelo NHOMO-TE;
-Obrigada por tudo!

MUITOS PARABÉNS, 'Maria' Rita Maggessi Morão Alves de Sá :D!!

À old school... @@ Nhomo-te



quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Toledo

Meia hora de viagem de comboio, e eis que às 10h do passado sábado [dia 22 de Novembro], as quatro portugueses, os dois italianos, uma alemã, outra finlandesa e ainda uma belga davam entrada na bela cidade de Toledo, situada na comunidade autónoma de Castilla- La Mancha.
Toledo é uma cidade história, cheia de grandes obras arquitectónicas, sobretudo igrejas e mesquitas, uma vez que em tempos remotos os judeus quase que imperavam nesta cidade.

Embora Toledo não seja uma cidade muito grande, o certo é que um dia não é propriamente o melhor para se visitar tudo. Então tivemos de ser bem selectivos e, com a ajuda da senhora do posto de informações, lá vimos as principais reliquias da cidade, embora muito fugitivamente.

Íamos todos fugazes da vida para ver a enorme e exuberante catedral mas contentámo-nos por vê-la apenas e só por fora [o que já e uma bela vista], visto que teriamos de pagar 7€ pela entrada [note-se que não havia desconto para estudantes]. Ponderámos, até porque a vontade era imensa, mas caímos em nós e voltou-nos à memória o facto de sermos estudantes! Ainda assim, e se fosse rica, não seria dinheiro mal empregue. Conseguimos dar uma espreitadela e apercebemo-nos que obras de arte ali não faltavam. Isto falando de estátuas, frescos, santos... tudo! Vejam só a parte exterior:

Entretanto, uma outra igreja. Também ela colossal e magnânima. Devido a tamanha grandeza, entrámos por uma porta [de onde saíam e entravam outros tantos turistas] e vimos que se pagava 2€. Na nossa ingenuidade e ao pensarmos que apenas 2€ não seria nada demais caso contrário não iriamos ver nada [pensámos nós], lá desembolsámos o dinheiro. Tal não foi o nosso espanto quando nos apercebemos que para entrar naquela igreja [onde por acaso até estava a haver um casamento] não tinha de se pagar nada. Ou seja, os 2€ foram apenas para vermos um átrio de claustros. Enfim... mas valeu a pena pelo tecto.

Relativamente à igreja, onde acabámos por entrar depois [e de borla! lol], foi a desilusão total. Tão bonita e vistosa por fora e tão pobrezinha por dentro! Essa foi a minha única desilusão. Valha-nos o facto de ter sido de borla. Ei-la por fora:

Nada que não passasse com tudo o resto que vi. As magnificas vista de Toledo de onde o, também nosso, Tejo faz parte.



Embora nada tenham que ver uma com a outra, poderiamos "comparar" Madrid a Toledo. Assim teríamos por um lado, quando olhassemos para o céu, uma quantidade enorme de arranha-céus - seria madrid- e por outro uma quantidade enorme de torres de igrejas que, sem sombra de dúvidas, seria Toledo. Ok... uma comparação o quanto ou tanto ridicula. Mas isto tudo para vos tentar explicar que Toledo, apesar de não ser muito grande, tem enormes igrejas que se vêem por toda a parte da cidade: desde a estação de comboios (que fica abaixo da cidade) até dentro da própria.


Antigamente, Toledo era famosa pela sua produção de aço, o que fazia com que aí se fabricassem muitas espadas. Devido a tal facto, as características lojas de recuerdos têm inúmeras espadas e escudos, cada qual mais giro do que o outro.

As imagens dos já falados neste blog Don Quijote y Sancho Panza também não poderiam faltar nestas lojinhas. Umas maior do que outras, mas sempre a mesma imagem. Enfim... saída não lhes deve faltar, caso contrário não haveria tantas figurinhas daquelas.


E aqui estão os aventureiros descobridores que, em apenas um dia, quase que viram tudo de Toledo [embora nem sempre com "olhos de ver"].

Seguem-se as apresentações: em cima, da esquerda para a direita - Andrea (italiano), Cindy (belga), Daniel (italiano - não sei se se escreve assim o nome do rapaz! lol), Emilia (finlandesa -também não faço a mínima se o nome está bem escrito ou não. Se calhar até leva dois "m's" mas... whatever), Magui (portuguesa- e não, não é Margarida. O nome dela é mesmo este), Lisa (alemã); em baixo, da esquerda para a direita- Adriana, Joana e Catarina (eu)- as três portuguesas!


Agora, descubram voces Toledo que vale bem a pena

terça-feira, 25 de novembro de 2008

FELIZ CUMPLEAÑOS, RITA [Pitinha]

Minha pequena pitinha... quase no final do dia mas nem por isso me esqueci de te desejar, via blog [uma nova forma de felicitar as pessoas], os PARABÉNS pelos teus 20 anos [ATENÇÃO:já o tinha feito via sms!].
Quem olha para ti dava-te uns 16 mas esse humor refinado e com tanta sabedoria em cima daria para desconfiar que já contavas com mais alguns anos de existência ou então diriam que eras sobredotada.
Só há um ano te conheço mas aquela estadia na tua casa [obrigada] para um estudo intensivo de Análise Económica, a que se junta as idas à praia, as risadas na ESCS e os jantares em casa da Cátia [não vou comentar mais!lol] fazem parecer que já te conheço desde o dia em que nasceste. Sim... porque se assim fosse eu tinha-te ido ver ao hospital, quando ainda parecias um rato de laboratório,como todos os recém nascidos o parecem.
Espero que tenhas passado um dia ainda mais em grande do que todos os outros, que tenhas tido um bolo buéééééé grande com aquela fotografia tua que tens na WC [lol] e com algumas prendinhas à mistura [não podem ser muitas porque depois vem o natal!].

Beijinho grande, MUITOS PARABÉNS!
[A palavra da ordem jamais poderia faltar neste momento:]"Estimas-me!"

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ida ao musical

"Sweeney Todd el brutal barbero de street Fleet!"
Assim era o "refrão" do músical do Sweeney Todd que esta sexta fui ver ao Teatro Español com a Adriana, Raquel, Sónia e Renny, a convite de umas espanholas da turma da Raquel e do Renny. Se bem que acabámos por não ficar sentados ao pé delas, uma vez que já não havia lugares para aquela ala.
Peço desculpa aos cáros leitores que tantas fotos pedem (Gueh) mas... eu tentei captar algumas fotografias daquela magestosa sala porém estava repleta de funcionários que logo nos diziam "Perdone, que no se puede hacer fotos!" e não consegui tirar nenhuma. Não percebo porquê, eu nem ia tirar durante o espectaculo, era mesmo só à sala e era no início. Enfim...
Falando do musical... para quem já viu o filme, imagine-o em espanhol e com outros actores. Como já tinha visto, só me fazia lembrar o filme. Ainda assim gostei bastante (se bem que gosto muito mais do actor que interpreta a personagem do Sweeney Todd do cinema...lol). Ao vivo é sempre outra coisa. E que vozes que aqueles actores tinham... até o miúdo tinha uma voz fenomenal.
Os cenários, mais uma vez, estavam idênticos aos do filme, principalmente a barbearia do senhor Sweeney Todd e a parte da feira, mas ainda assim muito bons. Até a luz estava perfeita, iluminando aquilo que mais interessava, prendendo, assim, a atenção dos espectadores para aquela/aquelas personagem/personagens para que, de uma forma surrateira, as que não iteressavam naquele acto pudessem sair quase sem o espectador dar por a sua "fuga".
Ao inico pensei que não fosse perceber muito bem as deixas das personagens, mas enganei-me. Tirando quando as falas estavam sobrepostas, de resto percebia quase tudo. Se não soubesse o significado, conseguia deduzir bem pelo resto da frase. Não foi, Renny? Lol
As músicas eram iguais às do filme, tirando a letra que era em espanhol. Ainda assim, podiam não ser de grande qualidade mas tal não aconteceu. Escusado será dizer que as sabia, então dava por mim a (tentar) cantarolar.
No final, na parte dos agradecimentos, apareceu a orquestra. E o maestro não podia ser mais típico: com um cabelo mesmo à maestro, como estamos habituados a ver nos desenhos animados, todo no ar mas com o particular facto de ter uma parte do pouco cabelo pintado de bordeaux ou um rosa um bocado a dar para o escuro (devo confessar que sou um bocado "daltónica" para essas cores).
Nunca pensei ver um músical por 5€. Sim, leram bem: 5€. E há mais barato porque há dias em que há desconto. Obviamente que também há mais caro. Tudo depende do lugar. Mas nós, ou pelo menos eu, vi bem.
Acho que vou passar a ir ver musicais em vez de ir ao cinema, uma vez que aqui fica mais barato. Lol

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"uma espécie de comunicado"

Finalmente alguém da turma de Periodismo de investigación falou comigo. Uma simpatia tal que parecia que já era hábito falarmos. Foi bom, sim senhora, mas continuo a achar que teve uma pequena "mãozinha" do professor, que é o que mais me tem ajudado.
Como alguém ousou dizer que trabalho parecia que não tinha, uma vez que no blog é só passeio [sim, Rita Sá, foste tu! lol], venho declarar publicamente que quem pensa assim está muito enganado. Não me facilitam a vida (nem queria que mo fizessem) como facilitam em certas escolas aos alunos Erasmus e tenho o dobro do trabalho, uma vez que primeiro tenho de escrever em português para as ideias fluirem melhor e depois então passar para castelhano. Sabem como é... ainda não se domina muito bem a língua então para escrever tem de ser assim, se quero saber o que vou escrever e ter um fio condutor minimamente "fiável".
Trabalhos não são só um ou dois, são vários, e devo admitir que nunca fiz tantas pesquisas em livros para a faculdade como tenho feito cá. Até me dá um ar bastante intelectual: sair da biblioteca sempre com o número limite de livros (quatro) na mão, começar a ver no índice (enquanto espero pelo o autocarro ou já dentro do mesmo a caminho de casa) o que me interessa mais... e quando levo os óculos? Ui... aí sim. Uma intelectual de primeira. Mas lá está: as aparências iludem! Lol
Hoje não houve fotos nem aventuras; houve antes uma espécie de comunicado para vos tirar da ideia que estou de "férias". Agora vou-me dedicar à minha mais recente aquisição para um trabalho: "La mentira en la propaganda política y en la publicidad".
Um bem haja a todos!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Uma ida ao Rastro

Em Portugal diria "dia de mercado", aqui (e como "em Roma sê romano") digo "día del retiro".
O Retiro é o mais popular e maior mercado que existe em Madrid e é feito todos os domingos num horário, mais ou menos, entre as 9h até às 15h da tarde entre a Calle de Embajadores e a Ronda de Toledo. É uma tradição que já tem alguns anos e, ao contrário do que por vezes sucede no nosso Portugal, não caiu nem cairá tão cedo nas memórias dos madrilenos.
Embora o frio continue, tal não impede que um número exorbitante de pessoas, entre elas turistas e não turistas, dê um saltinho senão a toda a parte do Rastro - que é enorme - pelo menos a uma parte do mesmo, para, e perante tamanha crise, economizar uns bons euros e comprar aquilo que lhe falta, e/ou ainda algo extra, a um preço de se lhe "tirar o chapéu". Todavia, também se encontra algumas coisinhas um bocadinho mais cáras, tendo em conta que estamos num mercado. Ainda assim, se soubermos negociar, podemos chegar ao preço (quase) desejado.

Devo dizer-vos, caros leitores, que me fartei de andar, de ser empurrada e espezinhada e, mesmo assim, acabei por não ver todo o Rastro. É impossivel. Não só pelo número de gente que lá se encontra mas devido ao seu tamanho que esgota uma pessoa (e as horas, também).

O Rastro tem de tudo um pouco: desde colares (mãe,seria a tua perdição), a tachos, passando por cachecois, cuecas, meias, brinquedos, blusas, camisolas, casacos, calças, vestidos, malas e mais malas, sacos, óculos, chapéus, luvas... tudo o que uma grande superficie comercial tem e a um preço mais barato.


O pior é que com tanto andamento, uma pessoa começa a ter fome. Mas nada que não se resolvesse com uma grande bolcaha americana (embora o que apetecesse não fosse bem isso,mas... até soube bem).

(Raquel, eu e uma nova companheira de "aventura", Vincenza [espero que o nome não esteja mal escrito], uma Erasmus italiana)

Há tanta coisa para ver no Rastro, que muitas delas acabamos por passar à roda sem perceber/ligar ao que realmente são. Foi o caso de uns cartazes com toureiros ou então com um pare de dançarinos sevelhanos que por diversas vezes vi, mas só mesmo no final tomei atenção ao que realmente era.


Aqui está um exemplo desses cartazes. Passo a explicar: as pessoas escolhem o cartaz que querem e, na hora, com vários carimbos com as letras do alfabeto (obviamente), o senhor ou senhora que os esteja a vender escreve o nosso nome (daí o "votre nom ici") no cartaz. Assim, somos nós os protagonistas de algo que está a ser anunciado. Digo-vos, desde já, que tem bastante saída.

Mas não só de coisas boas o Rastro é feito. Como não podia deixar de ser, os profissionais dos assaltatos também não deixam as suas "tendas ambulantes" longe deste magnifico espaço aglomerado de gente, onde tirar uma carteira de uma mala ou de um bolso, é tão fácil como tirar um brinquedo a uma criança.

Os próprios livros-guia recomendam tomarmos muita atenção a isso. Escusado será dizer que nunca tinha agarrado tão bem na mala como agarrei naquela fria mas ensolarada manhã de domingo. Nada aconteceu e espero não vir a acontecer. Basta tomarmos um pouquinho mais de atenção.


Depois do Rastro e como a fome já voltava a atacar, decidimos ser tipicamente espanhois e fomos às tapas.

Segundo o que a professora de espanhol da Raquel lhes disse (uma vez que não tenho horário para frequentar tal aula), é costume haver vendedores de tapas no próprio Rastro, mas nós não encontrámos. Talvez estivessem na outra ponto do grande mercado.

Então fomos até um restaurantezinho, as duas portuguesas e a italiana. O Renny e a Sónia também foram ao Rastro connosco mas, embora tenham ambos nascido na venezuelana, decidiram ser bons portugueses e ir comer a casa as belas das costoletas que por lá tinham.

A Sónia dizia que as tapas não eram almoço para ninguém. Na verdade até tinha razão, mas nós até não ficámos com fome e fomos super bem atendidas por um senhor que nos perguntou logo de onde éramos (note-se o sotaque e o não saber conjugar alguns tempos verbais a denunciarem-nos) e foi bastante atencioso. Até agradeceu em português e disse-nos que podiamos falar no nosso idioma porque ele era da Galiza e percebia muito bem o português. Mas lá está, fizemos bem o nosso papel e hablámos en castellano.

Como o desejo das tapas era tão grande, nem chegámos a tirar fotografias às mesma. Ou melhor, até tirámos mas já estava no fim e não vou postar aqui, porque senão, em vez de inveja iriam sentir um pouco de... "nojo" (não no sentido literal da palavra). Lol

Por isso, dêem asas à vossa fértil imaginação e pensem em pedaços "pseudo grandes" de pão com queijo fundido, outros com presunto e ainda com tortilla.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Plaza de España

Esqueci-me de mencionar no post anterior que ainda vimos a Plaza de España. Cada vez que lá ia esquecia-me sempre da máquina fotográfica para vos mostrar as duas monstruosas mas belas esculturas que ali se encontram, viradas de costas uma para a outra.

Eis a primeira. Para mim esta não é a mais gira mas, ainda assim, tem a sua beleza. Aqui é tudo estupendamente alto. Até os edifícios mais antigos; e, como vêem, os monumentos não são excepção. Bastante trabalhados e sempre com pormenores que à primeira vista nos podem passar despercebidos. É mesmo necessário ver com atenção para que nenhum detalhe nos escape. Afinal de contas, vale bem a pena.

Aqui está a minha preferida: Don Quixote de La Mancha e o seu eterno e, diga-se de passagem, paciente escudeiro, Sancho Panza.

Quem não conhece esta fantástica história de Miguel de Cervantes? Toda a gente já ouviu, pelo menos, falar dela.

Ainda hoje nos deparamos com inúmeros Don Quixotes e Sanchos Panzas. Aqueles que sonham em demasia e que parece nunca descerem à terra para encarar a realidade, e os realistas, que sabem o quão dura, às vezes, a vida pode ser. Digamos que é uma história que continua um tanto ou quanto actualizada nos dias de hoje.

Cá estão eles, bem mais de perto: o pobre, gordo e realista Sancho Panza no seu burrinho, e o esbelto, fantasioso e magalómano Don Quixote no seu cavalo.

Digam lá que esta escultura não está perfeita?!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A primeira visita

Here I am again!!
E eis que tive a minha primeira visita. Bem... na realidade foram duas: o André (para o pessoal da ESCS, o açoreano) e a respectiva prima, Sara!!
Antes de tudo quero agradecer-vos por terem vindo, assim como agradecer à Matilde por ter arranjado casa aos meus visitantes. Desta maneira, também não poderei deixar de agradecer ao Simão e ao Sebastião (donos da casa e amigos da Matilde) pela estadia! Valeu, cáras!! Lol
Foram dias bacaninhos e de muito riso à mistura, sem dúvida. Pena ter sido por pouco tempo e muito ficado por ver. Ainda assim, devo dizer aos meus caros leitores, que a Gran Vía foi o sítio preferido destes dois açoreanos consumistas.
Muitas visitas cultrais estavam planeadas, mas o tempo (e a vontade) trocou-nos as voltas.
Ainda assim conseguimos ir ao IMAX, ao museu geo-mineiro, ao jardim do Retiro e à Plaza Mayor. Ficou-nos por ver o museu do Prado, o Reina Sofia e o Parque de atracciones, onde o André tanto queria ir. Fica para a próxima! ;)

O IMAX, para quem não sabe (e para quem sabe que leia novamente ou então salte esta parte) é uma espécie de cinema em 3D, que tem um ecrã gigante de 21m de altura, o que corresponde a um prédio de 7 andares. Na verdade o filme que vimos, "El castillo encantado", fracassava bastante na argumentação. Arrisco-me a dizer-vos que em 45min de filme, se houve 20 falas foi muito. Mas pronto, valeu a pena pelos efeitos e pelas nossas figuras com aqueles oculinhos! Lol O museu geo-mineiro, do qual, devo confessar, nunca tinha ouvido falar, foi visitado porque a menina Sara é doida por pedras, falando no bom e corrente português. Antes de irmos ao museu, entrámos numa faculdade onde havia uma exposição e uma feira de "pedras". Era engraçado e só entrámos por lá por acaso. Foi o delirio da Sara. Comprou algumas pedrinhas e quando eu dizia "esta é tão gira", ela dizia "ah... essa já tenho!", o que me desalentava. Lol
Enfim...! Após corrermos os corredores da feira e da exposição, perguntámos onde ficava o museu. Imaginem só onde era e nós nem demos por ele. Exactamente... era o edifico logo abaixo ao da faculdade. Como era domingo não pagámos. Vimos pedras e mais pedras até não podermos mais, tal como fosseis. Lembrei-me várias vezes do Francisco (Primo Tito) - miúdo, ias gostar. Tens de vir ter com a prima e eu levo-te lá - e da menina Rita Maggessi (era bom para o teu curso, Nhô).

Entretanto era para irmos ao Prado, mas já estavamos um bocado cansados de museus então decidimos ir até ao Retiro.

O tempo, para além do frio, que já nem vou falar desse "gajo", estava meio "tremido". Mas lá se aguentou e até conseguimos andar de barco a remos. Escusado será dizer que saí de lá um tanto ou quanto molhada, não fosse o André, logo na primeira vez que remou, mandar-me assim umas belas gotinhas de água do grande lago para cima. Não sei qual dos 3 remou pior. Mas foi engraçado!

Agora vai ser uma vergonha dizer isto mas... durante os quase 2 meses que aqui estou ainda não tinha ido à Plaza Mayor! E tantas vezes que já lá estive por perto. Mas vejamos o lado positivo: assim não vi só coisas repetidas mas também coisas novas! Lol

A Plaza Mayor é tal e qual como aprece nos livros ou nos postais. Não houve qualquer desilusão. Bem pelo contrário. Achei super giro. Bastante animada, com os típicos animadores de rua (que pedem a típica moedinha, não é verdade?!) e ao fundo, por entre a multidão, uma mancha branca de chapéus-de-sol dos diversos restaurantes que ali existem.
Arrisco-me a dizer que é uma das partes mais limpas de Madrid que até agora vi. E os edificos estão como novos, apesar da sua idade.

E assim foi o meu fim-de-semana prolongado. Revendo coisas e pessoas, conhecendo outras coisas e pessoas novas, rindo, comendo, calando nos momentos de maior cansaço mas sempre com a felicidade de ter alguém "meu" por perto.

Agora, fico à espera da vossa visita!!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

PARABÉNS, João Pedro a.k.a. Cobrety

Não tinhas com quem falar, e eu deixei que começasses a falar comigo;
Não tinhas água, e eu deixei que bebesses da minha;
Não tinhas onde te sentares, e eu deixei que te sentasses ao pé de mim;
Não tinhas com quem comer, e eu deixei que comesses comigo;
Não tinhas um TMN, e eu deixei que a TMN te desse um;
Não tinhas amigos, e eu deixei que me tratasses como tal;
Não tinhas uma otite, e eu deixei que apanhasses uma;
Não tinhas irmãos, e eu deixei que me chamasses sis;
Não tinhas um post num blog a dar-te os PARABÉNS, e eu fiz-te um;
Não tinhas muitas mais outras coisas, e eu deixei que tivesses.

Isto só para dizer que tu sem mim, não eras ninguém, oh João Pedro!
MUITOS PARABÉNS, bro!!
Apesar do teu metro e meio de altura, és GRANDE!! Lol

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Universidad Rey Juan Carlos

E eis a minha faculdade espanhola.

Antes demais, quero agradecer ao Renny por me ter facultado as fotografias. Ainda as conseguiste tirar em dias de pouco frio. Obrigada, rapaz! ;)

Aqui está. Então, isto que vêem são os pólos, que para eles se chamam aulários.

Aquilo lá mais o fundo que tem um ar um tanto ou quanto estranho é o estádio do campus e o ginásio. É bem grandinho, o estádio.

Como já devem ter percebido, a faculdade não se resume a um só edifício mas a vários. Daí ser um campus, não é?! Lol

Pois bem, existem vários pólos: dois aulários; dois laboratório [se não estou em erro] - que é onde se tem as práticas; um bar que está junto ao refeitório, à repografia e à, suponho, papelaria; um edificio de gestión, onde está a secretaria, tesouraria e serviços de relações internacionais; e um edifíco de despachos [gabinetes], que é onde estão os gabinetes dos professores. Mas isto tudo separado.

Obviamente que os alunos não andam a correr feitos baratas tontas de aulário para aulário. A não ser que tenham alguma cadeira de outro ano em atraso. Isto porquê? Porque cada ano tem um aulário onde tem sempre aulas. Por exemplo, os alunos dos 1º, 3º e 4º anos têm aulas no aulário I, enquanto que os restantes têm no aulário II, fiz-me entender? Lol

Eu, como tenho aulas de quase todos os anos, é que tenho aulas no aulário I e II. Valha-me ser só uma por dia, porque senão dava em tonta. A não ser na quarta-feira, o único dia que tenho duas aulas, e cada uma em seu aulário. Quando saio de uma tenho de ir a correr para a outra porque o professor não tolera atrasos.


(Edificio dos gabinetes dos professores)

E pronto, é assim a minha escolinha de cá. Espero que tenham gostado.

Perto de entrar em hipotermia

Estes últimos dias têm sido de morrer de frio.
Rita Teixeira, sei que isso na(s) Bulgária(a) é bem mais frio, mas tem paciência, meu bem, que eu aqui também não me aguento. Por isso, deixa-me lá dizer que aqui é muuuuitoooo frio, também! Lol
Hoje o dia já não esteve tão frio como o de ontem. Mas, ainda assim, enquanto esperava pelo autocarro na paragem em frente da faculdade que, note-se, está sempre à sombra, já não sabia para que lado me virar nem como encontrar uma forma para me manter mais quente. Note-se ainda que tinha vestido uma blusa, uma camisola de lã de gola alta [para quem conhece: aquela azul clara que tem partes cor-de-rosa], umas calças de ganga [que de cada vez que me mexia sentia que estavam geladas], um casaco [o castanho] e os tennis castanhos [que são quentes]. E mesmo assim, estava gelada. Sim, porque a Espanha não se contenta com o frio, ainda mete vento forte. Digamos que parece que estou numa serra. A sério. É aquele frio cortante e bastante gelado característico das serras, mais o vento forte.
Ontem, para além do frio e do vento havia ainda a chuva. Terrível! O guarda-chuva dos chineses [que, inocentemente, deixei à porta de casa porque estava molhado -como quase toda a gente que mora num prédio faz- hoje de manhã já não estava lá. Sim, nem nos vizinhos se pode confiar minimamente. Um gurda-chuva, porra...!] quase que se partia. Ainda para mais a minha faculdade é bastante ventosa, raros são os gurda-chuvas que resistem a tamanho vendaval. Pessoal da ESCS, estão a ver aquela parte em que no inverno, por norma, se vêem guarda-chuvas no chão e que parece que vamos voar [em frente às escadas do infinito]? Pois... aqui é mil vezes pior. Por isso, imaginem!
Escusado será dizer que ontem, toda equipada, pensava eu, para enfrentar a chuva e o frio, cheguei a casa e mal me mexia. As mãos até me doíam por estarem tão frias [sim, aqui a esperta esqueceu-se das luvas em Portugal!]. E os pés? Ai mãezinha... sou tão parva que nem sabia que as galochas me iam fazer gelar os pés. Mal os sentia. Para a próxima já sei que tenho de calçar mais do que um par de meias. Lol
E pronto, como podem imaginar aqui o frio é imenso. Este frio temos nós em Portugal para aí em Dezembro ou Janeiro [ou nem aí. Vá... se calhar já estou a exagerar. Nos meses mais frios deve estar assim em Portugal]. Por isso nem quero imaginar como será aqui nessa altura. Acho que vou hibernar!

domingo, 26 de outubro de 2008

La noche madrileña

Ontem, sábado, dia 25, foi dia de, finalmente, conhecer a noite madrilena. Mas antes... fomos aos churros com chocolate quente. Só eu, o Andrea e a Raquel.
Todavia, esquecemo-nos de algo muito importante: a máquina fotográfica [espertos, ãn?!]. Safou-nos o telemóvel da Raquel que, com um pouco menos de qualidade [ok, sejamos sinceros: com mesmo muito menos qualidade] lá deu para tirar uma ou outra fotografia [isto tudo para me justificar quando virem as fotos e a sua bela qualidade].
A chocolateria estava a abarrotar. E olhem que já não fomos muito cedo. Eram, mais coisa, menos coisa, onze e picos da noite.
Havia uma bela esplanada mas... teriamos de esperar bastante tempo para nos podermos sentar. Então decidimos ir lá para dentro. Tinha um piso subterraneo para o qual fomos. Um calor imenso... agora juntem ao calor do chocolate quente, o calor e o bafo que vários seres humanos emanam. Digamos que estavamos que não podiamos. E tudo por uns churros e chocolate quente.

Churros comidos e chocolate quente bebido, foi altura de começar a perguntar às pessoas onde ficava a rua para a discoteca que queriamos ir, uma vez que o Andrea tinha arranjado convites para entrarmos.

Antes disso ainda andámos às voltinhas pela Gran Vía e pela Puerta del Sol, para vermos como era a noite. O Andrea já conhecia, mas quis que nós vissemos pelos nossos próprios olhos como se pode fazer a noite, se tivermos sorte, em Espanha, sem gastar dinheiro. Pois bem, enquanto que em Portugal andam os senhores a distribuir flayers dos bares na rua, em Espanha os senhores dão-nos uns cartõezinhos, onde temos desconto numa bebida, mas antes oferecem-nos um shoppito [shot]. A pessoa que está a fazer publicidade aborda-nos na rua, mostra o flayer do bar, pergunta se queremos ir, leva-nos até lá e diz ao barman quantos shoppitos são e depois vai-se embora. Ou seja, não nos temos de preocupar em ficar lá ou não. Se quisermos ficamos, senão podemos ir embora sem beber mais nada a não ser a bebida que nos oferecem. Giro, não? E olhem que fomos abordados algumas vezes. Até fomos duas vezes ao mesmo bar! Lol

E outra coisa, quando vos disserem que Nova Iorque é a cidade que não dorme, ripostem e digam que Madrid também [ok, não deve ser a mesma coisa mas... digamos que por lá caminha]! A Gran Vía de noite é quase a mesma coisa que de dia.

Há mesmo muita gente nas ruas, não só de carro como a pé.

Tomados os shoppitos gratuitos, lá fomos ver da Calle de la Princesa [onde era a discoteca]. Demorou um bocadinho a encontra-la, até porque, inteligentes como somos, continuámos a andar na conversar e passámos ao lado da discoteca. Resultado: toca de voltar para trás e descer a rua quase toda [que ainda é um pouquinho grande].

Econtrada a discoteca lá entrámos. Era grandinha, sim, mas nada de transcendente.

O som não era muito do meu agrado, uma vez que era só house. Não era daquelas que tinha só música espanhola, o que nem sei se é bom ou mau.

Valha-me a Raquel e o Andrea também não gostarem muito de house, mas ainda lá ficámos um bom tempinho.

Saídos da discoteca, estavamos todos com um bocadinho de fome. Então tivemos a excelente e pouco original ideia de ir ver de qualquer coisa para comer. Felizmente, tal como em Portugal, em Itália também existem roulotes ou padarias abertas para se comer a altas horas da noite, ou seja, não estivemos de estar a explicar tudo ao Andrea porque ele percebeu logo.

Os 3 pequenotes lá andaram a ver do mesmo que têm nos seus países quando a fome aperta à noite. Mas... eis que nada! É verdade... os espanhois não têm nada daquilo que temos. Um cachorrozinho, uma bifana, a bela da tosta do 2em1 [maltinha de Portalegre]... nada!! Ainda andámos a perguntar onde poderiamos comer um bocadillo mas as poucas coisas que havia eram as alimentaciónes, que não têm grande coisa [batatas fritas, gomas, coca-colas, águas...], e os chineses que, com uma caixa de papelão a fazer de balcão, metem umas sandes feitas por eles e um arroz chao-chao. Óbvio que não íamos comer daquilo até porque, como dizia o Andrea, não eram sandes de presunto mas sim de gato ou algo do género.

Enfim... frustrados e com fome lá fomos ver búho [significa coruja, em espanhol. É um autocarro nocturno que percorre toda a cidade de Madrid e bairros circundantes].

Para chegarmos a Fuenlabrada temos de apanhar dois autocarros. Ou seja, demoramos sensivelmente duas horas a chegar a casa. Dá para adormecer na viagem.

Como a fome apertava, não paravamos de falar em comida [o que ainda nos fazia sentir mais fome, mas enfim...]. Nós, as portuguesas, diziamos que sentiamos falta da pastelaria portuguesa e de outras coisas mais que, pela noite, se acabava sempre por comer. O italiano [Andrea] também se queixou do mesmo.

Cheguei à conclusão que poderiamos passar a chamar de "nuestros hermanos" os italianos e não os espanhóis. Isto porque o nosso país tem muito mais em comum com a Itália do que propriamente com a Espanha. Tirando a proximidade, não vejo outra razão para os tratarmos como tal.

O Andrea falou ainda da pasta de mezzanote [pasta da meia-noite]. Segundo ele, é uma pasta que não é bem pasta mas que acaba por ser pasta que se come muitas vezes no verão, a meio da noite, em Itália. "Pasta que não é bem pasta mas que acaba por ser pasta", perceberam? Óptimo. É que eu também não percebi e ele já tinha explicado aquilo pelo menos umas 3 vezes, então, e também porque estava com sono, disse "aah...", como se tivesse percebido! [Vá lá... toda a genta faz isso!] Lol

E foi assim a nossa noitinha. Gostei, sim senhor!