quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Toledo

Meia hora de viagem de comboio, e eis que às 10h do passado sábado [dia 22 de Novembro], as quatro portugueses, os dois italianos, uma alemã, outra finlandesa e ainda uma belga davam entrada na bela cidade de Toledo, situada na comunidade autónoma de Castilla- La Mancha.
Toledo é uma cidade história, cheia de grandes obras arquitectónicas, sobretudo igrejas e mesquitas, uma vez que em tempos remotos os judeus quase que imperavam nesta cidade.

Embora Toledo não seja uma cidade muito grande, o certo é que um dia não é propriamente o melhor para se visitar tudo. Então tivemos de ser bem selectivos e, com a ajuda da senhora do posto de informações, lá vimos as principais reliquias da cidade, embora muito fugitivamente.

Íamos todos fugazes da vida para ver a enorme e exuberante catedral mas contentámo-nos por vê-la apenas e só por fora [o que já e uma bela vista], visto que teriamos de pagar 7€ pela entrada [note-se que não havia desconto para estudantes]. Ponderámos, até porque a vontade era imensa, mas caímos em nós e voltou-nos à memória o facto de sermos estudantes! Ainda assim, e se fosse rica, não seria dinheiro mal empregue. Conseguimos dar uma espreitadela e apercebemo-nos que obras de arte ali não faltavam. Isto falando de estátuas, frescos, santos... tudo! Vejam só a parte exterior:

Entretanto, uma outra igreja. Também ela colossal e magnânima. Devido a tamanha grandeza, entrámos por uma porta [de onde saíam e entravam outros tantos turistas] e vimos que se pagava 2€. Na nossa ingenuidade e ao pensarmos que apenas 2€ não seria nada demais caso contrário não iriamos ver nada [pensámos nós], lá desembolsámos o dinheiro. Tal não foi o nosso espanto quando nos apercebemos que para entrar naquela igreja [onde por acaso até estava a haver um casamento] não tinha de se pagar nada. Ou seja, os 2€ foram apenas para vermos um átrio de claustros. Enfim... mas valeu a pena pelo tecto.

Relativamente à igreja, onde acabámos por entrar depois [e de borla! lol], foi a desilusão total. Tão bonita e vistosa por fora e tão pobrezinha por dentro! Essa foi a minha única desilusão. Valha-nos o facto de ter sido de borla. Ei-la por fora:

Nada que não passasse com tudo o resto que vi. As magnificas vista de Toledo de onde o, também nosso, Tejo faz parte.



Embora nada tenham que ver uma com a outra, poderiamos "comparar" Madrid a Toledo. Assim teríamos por um lado, quando olhassemos para o céu, uma quantidade enorme de arranha-céus - seria madrid- e por outro uma quantidade enorme de torres de igrejas que, sem sombra de dúvidas, seria Toledo. Ok... uma comparação o quanto ou tanto ridicula. Mas isto tudo para vos tentar explicar que Toledo, apesar de não ser muito grande, tem enormes igrejas que se vêem por toda a parte da cidade: desde a estação de comboios (que fica abaixo da cidade) até dentro da própria.


Antigamente, Toledo era famosa pela sua produção de aço, o que fazia com que aí se fabricassem muitas espadas. Devido a tal facto, as características lojas de recuerdos têm inúmeras espadas e escudos, cada qual mais giro do que o outro.

As imagens dos já falados neste blog Don Quijote y Sancho Panza também não poderiam faltar nestas lojinhas. Umas maior do que outras, mas sempre a mesma imagem. Enfim... saída não lhes deve faltar, caso contrário não haveria tantas figurinhas daquelas.


E aqui estão os aventureiros descobridores que, em apenas um dia, quase que viram tudo de Toledo [embora nem sempre com "olhos de ver"].

Seguem-se as apresentações: em cima, da esquerda para a direita - Andrea (italiano), Cindy (belga), Daniel (italiano - não sei se se escreve assim o nome do rapaz! lol), Emilia (finlandesa -também não faço a mínima se o nome está bem escrito ou não. Se calhar até leva dois "m's" mas... whatever), Magui (portuguesa- e não, não é Margarida. O nome dela é mesmo este), Lisa (alemã); em baixo, da esquerda para a direita- Adriana, Joana e Catarina (eu)- as três portuguesas!


Agora, descubram voces Toledo que vale bem a pena

terça-feira, 25 de novembro de 2008

FELIZ CUMPLEAÑOS, RITA [Pitinha]

Minha pequena pitinha... quase no final do dia mas nem por isso me esqueci de te desejar, via blog [uma nova forma de felicitar as pessoas], os PARABÉNS pelos teus 20 anos [ATENÇÃO:já o tinha feito via sms!].
Quem olha para ti dava-te uns 16 mas esse humor refinado e com tanta sabedoria em cima daria para desconfiar que já contavas com mais alguns anos de existência ou então diriam que eras sobredotada.
Só há um ano te conheço mas aquela estadia na tua casa [obrigada] para um estudo intensivo de Análise Económica, a que se junta as idas à praia, as risadas na ESCS e os jantares em casa da Cátia [não vou comentar mais!lol] fazem parecer que já te conheço desde o dia em que nasceste. Sim... porque se assim fosse eu tinha-te ido ver ao hospital, quando ainda parecias um rato de laboratório,como todos os recém nascidos o parecem.
Espero que tenhas passado um dia ainda mais em grande do que todos os outros, que tenhas tido um bolo buéééééé grande com aquela fotografia tua que tens na WC [lol] e com algumas prendinhas à mistura [não podem ser muitas porque depois vem o natal!].

Beijinho grande, MUITOS PARABÉNS!
[A palavra da ordem jamais poderia faltar neste momento:]"Estimas-me!"

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Ida ao musical

"Sweeney Todd el brutal barbero de street Fleet!"
Assim era o "refrão" do músical do Sweeney Todd que esta sexta fui ver ao Teatro Español com a Adriana, Raquel, Sónia e Renny, a convite de umas espanholas da turma da Raquel e do Renny. Se bem que acabámos por não ficar sentados ao pé delas, uma vez que já não havia lugares para aquela ala.
Peço desculpa aos cáros leitores que tantas fotos pedem (Gueh) mas... eu tentei captar algumas fotografias daquela magestosa sala porém estava repleta de funcionários que logo nos diziam "Perdone, que no se puede hacer fotos!" e não consegui tirar nenhuma. Não percebo porquê, eu nem ia tirar durante o espectaculo, era mesmo só à sala e era no início. Enfim...
Falando do musical... para quem já viu o filme, imagine-o em espanhol e com outros actores. Como já tinha visto, só me fazia lembrar o filme. Ainda assim gostei bastante (se bem que gosto muito mais do actor que interpreta a personagem do Sweeney Todd do cinema...lol). Ao vivo é sempre outra coisa. E que vozes que aqueles actores tinham... até o miúdo tinha uma voz fenomenal.
Os cenários, mais uma vez, estavam idênticos aos do filme, principalmente a barbearia do senhor Sweeney Todd e a parte da feira, mas ainda assim muito bons. Até a luz estava perfeita, iluminando aquilo que mais interessava, prendendo, assim, a atenção dos espectadores para aquela/aquelas personagem/personagens para que, de uma forma surrateira, as que não iteressavam naquele acto pudessem sair quase sem o espectador dar por a sua "fuga".
Ao inico pensei que não fosse perceber muito bem as deixas das personagens, mas enganei-me. Tirando quando as falas estavam sobrepostas, de resto percebia quase tudo. Se não soubesse o significado, conseguia deduzir bem pelo resto da frase. Não foi, Renny? Lol
As músicas eram iguais às do filme, tirando a letra que era em espanhol. Ainda assim, podiam não ser de grande qualidade mas tal não aconteceu. Escusado será dizer que as sabia, então dava por mim a (tentar) cantarolar.
No final, na parte dos agradecimentos, apareceu a orquestra. E o maestro não podia ser mais típico: com um cabelo mesmo à maestro, como estamos habituados a ver nos desenhos animados, todo no ar mas com o particular facto de ter uma parte do pouco cabelo pintado de bordeaux ou um rosa um bocado a dar para o escuro (devo confessar que sou um bocado "daltónica" para essas cores).
Nunca pensei ver um músical por 5€. Sim, leram bem: 5€. E há mais barato porque há dias em que há desconto. Obviamente que também há mais caro. Tudo depende do lugar. Mas nós, ou pelo menos eu, vi bem.
Acho que vou passar a ir ver musicais em vez de ir ao cinema, uma vez que aqui fica mais barato. Lol

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

"uma espécie de comunicado"

Finalmente alguém da turma de Periodismo de investigación falou comigo. Uma simpatia tal que parecia que já era hábito falarmos. Foi bom, sim senhora, mas continuo a achar que teve uma pequena "mãozinha" do professor, que é o que mais me tem ajudado.
Como alguém ousou dizer que trabalho parecia que não tinha, uma vez que no blog é só passeio [sim, Rita Sá, foste tu! lol], venho declarar publicamente que quem pensa assim está muito enganado. Não me facilitam a vida (nem queria que mo fizessem) como facilitam em certas escolas aos alunos Erasmus e tenho o dobro do trabalho, uma vez que primeiro tenho de escrever em português para as ideias fluirem melhor e depois então passar para castelhano. Sabem como é... ainda não se domina muito bem a língua então para escrever tem de ser assim, se quero saber o que vou escrever e ter um fio condutor minimamente "fiável".
Trabalhos não são só um ou dois, são vários, e devo admitir que nunca fiz tantas pesquisas em livros para a faculdade como tenho feito cá. Até me dá um ar bastante intelectual: sair da biblioteca sempre com o número limite de livros (quatro) na mão, começar a ver no índice (enquanto espero pelo o autocarro ou já dentro do mesmo a caminho de casa) o que me interessa mais... e quando levo os óculos? Ui... aí sim. Uma intelectual de primeira. Mas lá está: as aparências iludem! Lol
Hoje não houve fotos nem aventuras; houve antes uma espécie de comunicado para vos tirar da ideia que estou de "férias". Agora vou-me dedicar à minha mais recente aquisição para um trabalho: "La mentira en la propaganda política y en la publicidad".
Um bem haja a todos!

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Uma ida ao Rastro

Em Portugal diria "dia de mercado", aqui (e como "em Roma sê romano") digo "día del retiro".
O Retiro é o mais popular e maior mercado que existe em Madrid e é feito todos os domingos num horário, mais ou menos, entre as 9h até às 15h da tarde entre a Calle de Embajadores e a Ronda de Toledo. É uma tradição que já tem alguns anos e, ao contrário do que por vezes sucede no nosso Portugal, não caiu nem cairá tão cedo nas memórias dos madrilenos.
Embora o frio continue, tal não impede que um número exorbitante de pessoas, entre elas turistas e não turistas, dê um saltinho senão a toda a parte do Rastro - que é enorme - pelo menos a uma parte do mesmo, para, e perante tamanha crise, economizar uns bons euros e comprar aquilo que lhe falta, e/ou ainda algo extra, a um preço de se lhe "tirar o chapéu". Todavia, também se encontra algumas coisinhas um bocadinho mais cáras, tendo em conta que estamos num mercado. Ainda assim, se soubermos negociar, podemos chegar ao preço (quase) desejado.

Devo dizer-vos, caros leitores, que me fartei de andar, de ser empurrada e espezinhada e, mesmo assim, acabei por não ver todo o Rastro. É impossivel. Não só pelo número de gente que lá se encontra mas devido ao seu tamanho que esgota uma pessoa (e as horas, também).

O Rastro tem de tudo um pouco: desde colares (mãe,seria a tua perdição), a tachos, passando por cachecois, cuecas, meias, brinquedos, blusas, camisolas, casacos, calças, vestidos, malas e mais malas, sacos, óculos, chapéus, luvas... tudo o que uma grande superficie comercial tem e a um preço mais barato.


O pior é que com tanto andamento, uma pessoa começa a ter fome. Mas nada que não se resolvesse com uma grande bolcaha americana (embora o que apetecesse não fosse bem isso,mas... até soube bem).

(Raquel, eu e uma nova companheira de "aventura", Vincenza [espero que o nome não esteja mal escrito], uma Erasmus italiana)

Há tanta coisa para ver no Rastro, que muitas delas acabamos por passar à roda sem perceber/ligar ao que realmente são. Foi o caso de uns cartazes com toureiros ou então com um pare de dançarinos sevelhanos que por diversas vezes vi, mas só mesmo no final tomei atenção ao que realmente era.


Aqui está um exemplo desses cartazes. Passo a explicar: as pessoas escolhem o cartaz que querem e, na hora, com vários carimbos com as letras do alfabeto (obviamente), o senhor ou senhora que os esteja a vender escreve o nosso nome (daí o "votre nom ici") no cartaz. Assim, somos nós os protagonistas de algo que está a ser anunciado. Digo-vos, desde já, que tem bastante saída.

Mas não só de coisas boas o Rastro é feito. Como não podia deixar de ser, os profissionais dos assaltatos também não deixam as suas "tendas ambulantes" longe deste magnifico espaço aglomerado de gente, onde tirar uma carteira de uma mala ou de um bolso, é tão fácil como tirar um brinquedo a uma criança.

Os próprios livros-guia recomendam tomarmos muita atenção a isso. Escusado será dizer que nunca tinha agarrado tão bem na mala como agarrei naquela fria mas ensolarada manhã de domingo. Nada aconteceu e espero não vir a acontecer. Basta tomarmos um pouquinho mais de atenção.


Depois do Rastro e como a fome já voltava a atacar, decidimos ser tipicamente espanhois e fomos às tapas.

Segundo o que a professora de espanhol da Raquel lhes disse (uma vez que não tenho horário para frequentar tal aula), é costume haver vendedores de tapas no próprio Rastro, mas nós não encontrámos. Talvez estivessem na outra ponto do grande mercado.

Então fomos até um restaurantezinho, as duas portuguesas e a italiana. O Renny e a Sónia também foram ao Rastro connosco mas, embora tenham ambos nascido na venezuelana, decidiram ser bons portugueses e ir comer a casa as belas das costoletas que por lá tinham.

A Sónia dizia que as tapas não eram almoço para ninguém. Na verdade até tinha razão, mas nós até não ficámos com fome e fomos super bem atendidas por um senhor que nos perguntou logo de onde éramos (note-se o sotaque e o não saber conjugar alguns tempos verbais a denunciarem-nos) e foi bastante atencioso. Até agradeceu em português e disse-nos que podiamos falar no nosso idioma porque ele era da Galiza e percebia muito bem o português. Mas lá está, fizemos bem o nosso papel e hablámos en castellano.

Como o desejo das tapas era tão grande, nem chegámos a tirar fotografias às mesma. Ou melhor, até tirámos mas já estava no fim e não vou postar aqui, porque senão, em vez de inveja iriam sentir um pouco de... "nojo" (não no sentido literal da palavra). Lol

Por isso, dêem asas à vossa fértil imaginação e pensem em pedaços "pseudo grandes" de pão com queijo fundido, outros com presunto e ainda com tortilla.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Plaza de España

Esqueci-me de mencionar no post anterior que ainda vimos a Plaza de España. Cada vez que lá ia esquecia-me sempre da máquina fotográfica para vos mostrar as duas monstruosas mas belas esculturas que ali se encontram, viradas de costas uma para a outra.

Eis a primeira. Para mim esta não é a mais gira mas, ainda assim, tem a sua beleza. Aqui é tudo estupendamente alto. Até os edifícios mais antigos; e, como vêem, os monumentos não são excepção. Bastante trabalhados e sempre com pormenores que à primeira vista nos podem passar despercebidos. É mesmo necessário ver com atenção para que nenhum detalhe nos escape. Afinal de contas, vale bem a pena.

Aqui está a minha preferida: Don Quixote de La Mancha e o seu eterno e, diga-se de passagem, paciente escudeiro, Sancho Panza.

Quem não conhece esta fantástica história de Miguel de Cervantes? Toda a gente já ouviu, pelo menos, falar dela.

Ainda hoje nos deparamos com inúmeros Don Quixotes e Sanchos Panzas. Aqueles que sonham em demasia e que parece nunca descerem à terra para encarar a realidade, e os realistas, que sabem o quão dura, às vezes, a vida pode ser. Digamos que é uma história que continua um tanto ou quanto actualizada nos dias de hoje.

Cá estão eles, bem mais de perto: o pobre, gordo e realista Sancho Panza no seu burrinho, e o esbelto, fantasioso e magalómano Don Quixote no seu cavalo.

Digam lá que esta escultura não está perfeita?!

terça-feira, 4 de novembro de 2008

A primeira visita

Here I am again!!
E eis que tive a minha primeira visita. Bem... na realidade foram duas: o André (para o pessoal da ESCS, o açoreano) e a respectiva prima, Sara!!
Antes de tudo quero agradecer-vos por terem vindo, assim como agradecer à Matilde por ter arranjado casa aos meus visitantes. Desta maneira, também não poderei deixar de agradecer ao Simão e ao Sebastião (donos da casa e amigos da Matilde) pela estadia! Valeu, cáras!! Lol
Foram dias bacaninhos e de muito riso à mistura, sem dúvida. Pena ter sido por pouco tempo e muito ficado por ver. Ainda assim, devo dizer aos meus caros leitores, que a Gran Vía foi o sítio preferido destes dois açoreanos consumistas.
Muitas visitas cultrais estavam planeadas, mas o tempo (e a vontade) trocou-nos as voltas.
Ainda assim conseguimos ir ao IMAX, ao museu geo-mineiro, ao jardim do Retiro e à Plaza Mayor. Ficou-nos por ver o museu do Prado, o Reina Sofia e o Parque de atracciones, onde o André tanto queria ir. Fica para a próxima! ;)

O IMAX, para quem não sabe (e para quem sabe que leia novamente ou então salte esta parte) é uma espécie de cinema em 3D, que tem um ecrã gigante de 21m de altura, o que corresponde a um prédio de 7 andares. Na verdade o filme que vimos, "El castillo encantado", fracassava bastante na argumentação. Arrisco-me a dizer-vos que em 45min de filme, se houve 20 falas foi muito. Mas pronto, valeu a pena pelos efeitos e pelas nossas figuras com aqueles oculinhos! Lol O museu geo-mineiro, do qual, devo confessar, nunca tinha ouvido falar, foi visitado porque a menina Sara é doida por pedras, falando no bom e corrente português. Antes de irmos ao museu, entrámos numa faculdade onde havia uma exposição e uma feira de "pedras". Era engraçado e só entrámos por lá por acaso. Foi o delirio da Sara. Comprou algumas pedrinhas e quando eu dizia "esta é tão gira", ela dizia "ah... essa já tenho!", o que me desalentava. Lol
Enfim...! Após corrermos os corredores da feira e da exposição, perguntámos onde ficava o museu. Imaginem só onde era e nós nem demos por ele. Exactamente... era o edifico logo abaixo ao da faculdade. Como era domingo não pagámos. Vimos pedras e mais pedras até não podermos mais, tal como fosseis. Lembrei-me várias vezes do Francisco (Primo Tito) - miúdo, ias gostar. Tens de vir ter com a prima e eu levo-te lá - e da menina Rita Maggessi (era bom para o teu curso, Nhô).

Entretanto era para irmos ao Prado, mas já estavamos um bocado cansados de museus então decidimos ir até ao Retiro.

O tempo, para além do frio, que já nem vou falar desse "gajo", estava meio "tremido". Mas lá se aguentou e até conseguimos andar de barco a remos. Escusado será dizer que saí de lá um tanto ou quanto molhada, não fosse o André, logo na primeira vez que remou, mandar-me assim umas belas gotinhas de água do grande lago para cima. Não sei qual dos 3 remou pior. Mas foi engraçado!

Agora vai ser uma vergonha dizer isto mas... durante os quase 2 meses que aqui estou ainda não tinha ido à Plaza Mayor! E tantas vezes que já lá estive por perto. Mas vejamos o lado positivo: assim não vi só coisas repetidas mas também coisas novas! Lol

A Plaza Mayor é tal e qual como aprece nos livros ou nos postais. Não houve qualquer desilusão. Bem pelo contrário. Achei super giro. Bastante animada, com os típicos animadores de rua (que pedem a típica moedinha, não é verdade?!) e ao fundo, por entre a multidão, uma mancha branca de chapéus-de-sol dos diversos restaurantes que ali existem.
Arrisco-me a dizer que é uma das partes mais limpas de Madrid que até agora vi. E os edificos estão como novos, apesar da sua idade.

E assim foi o meu fim-de-semana prolongado. Revendo coisas e pessoas, conhecendo outras coisas e pessoas novas, rindo, comendo, calando nos momentos de maior cansaço mas sempre com a felicidade de ter alguém "meu" por perto.

Agora, fico à espera da vossa visita!!