


Churros comidos e chocolate quente bebido, foi altura de começar a perguntar às pessoas onde ficava a rua para a discoteca que queriamos ir, uma vez que o Andrea tinha arranjado convites para entrarmos.
Antes disso ainda andámos às voltinhas pela Gran Vía e pela Puerta del Sol, para vermos como era a noite. O Andrea já conhecia, mas quis que nós vissemos pelos nossos próprios olhos como se pode fazer a noite, se tivermos sorte, em Espanha, sem gastar dinheiro. Pois bem, enquanto que em Portugal andam os senhores a distribuir flayers dos bares na rua, em Espanha os senhores dão-nos uns cartõezinhos, onde temos desconto numa bebida, mas antes oferecem-nos um shoppito [shot]. A pessoa que está a fazer publicidade aborda-nos na rua, mostra o flayer do bar, pergunta se queremos ir, leva-nos até lá e diz ao barman quantos shoppitos são e depois vai-se embora. Ou seja, não nos temos de preocupar em ficar lá ou não. Se quisermos ficamos, senão podemos ir embora sem beber mais nada a não ser a bebida que nos oferecem. Giro, não? E olhem que fomos abordados algumas vezes. Até fomos duas vezes ao mesmo bar! Lol
E outra coisa, quando vos disserem que Nova Iorque é a cidade que não dorme, ripostem e digam que Madrid também [ok, não deve ser a mesma coisa mas... digamos que por lá caminha]! A Gran Vía de noite é quase a mesma coisa que de dia.
Há mesmo muita gente nas ruas, não só de carro como a pé.
Tomados os shoppitos gratuitos, lá fomos ver da Calle de la Princesa [onde era a discoteca]. Demorou um bocadinho a encontra-la, até porque, inteligentes como somos, continuámos a andar na conversar e passámos ao lado da discoteca. Resultado: toca de voltar para trás e descer a rua quase toda [que ainda é um pouquinho grande].
Econtrada a discoteca lá entrámos. Era grandinha, sim, mas nada de transcendente.
O som não era muito do meu agrado, uma vez que era só house. Não era daquelas que tinha só música espanhola, o que nem sei se é bom ou mau.
Valha-me a Raquel e o Andrea também não gostarem muito de house, mas ainda lá ficámos um bom tempinho.
Saídos da discoteca, estavamos todos com um bocadinho de fome. Então tivemos a excelente e pouco original ideia de ir ver de qualquer coisa para comer. Felizmente, tal como em Portugal, em Itália também existem roulotes ou padarias abertas para se comer a altas horas da noite, ou seja, não estivemos de estar a explicar tudo ao Andrea porque ele percebeu logo.
Os 3 pequenotes lá andaram a ver do mesmo que têm nos seus países quando a fome aperta à noite. Mas... eis que nada! É verdade... os espanhois não têm nada daquilo que temos. Um cachorrozinho, uma bifana, a bela da tosta do 2em1 [maltinha de Portalegre]... nada!! Ainda andámos a perguntar onde poderiamos comer um bocadillo mas as poucas coisas que havia eram as alimentaciónes, que não têm grande coisa [batatas fritas, gomas, coca-colas, águas...], e os chineses que, com uma caixa de papelão a fazer de balcão, metem umas sandes feitas por eles e um arroz chao-chao. Óbvio que não íamos comer daquilo até porque, como dizia o Andrea, não eram sandes de presunto mas sim de gato ou algo do género.
Enfim... frustrados e com fome lá fomos ver búho [significa coruja, em espanhol. É um autocarro nocturno que percorre toda a cidade de Madrid e bairros circundantes].
Para chegarmos a Fuenlabrada temos de apanhar dois autocarros. Ou seja, demoramos sensivelmente duas horas a chegar a casa. Dá para adormecer na viagem.
Como a fome apertava, não paravamos de falar em comida [o que ainda nos fazia sentir mais fome, mas enfim...]. Nós, as portuguesas, diziamos que sentiamos falta da pastelaria portuguesa e de outras coisas mais que, pela noite, se acabava sempre por comer. O italiano [Andrea] também se queixou do mesmo.
Cheguei à conclusão que poderiamos passar a chamar de "nuestros hermanos" os italianos e não os espanhóis. Isto porque o nosso país tem muito mais em comum com a Itália do que propriamente com a Espanha. Tirando a proximidade, não vejo outra razão para os tratarmos como tal.
O Andrea falou ainda da pasta de mezzanote [pasta da meia-noite]. Segundo ele, é uma pasta que não é bem pasta mas que acaba por ser pasta que se come muitas vezes no verão, a meio da noite, em Itália. "Pasta que não é bem pasta mas que acaba por ser pasta", perceberam? Óptimo. É que eu também não percebi e ele já tinha explicado aquilo pelo menos umas 3 vezes, então, e também porque estava com sono, disse "aah...", como se tivesse percebido! [Vá lá... toda a genta faz isso!] Lol
E foi assim a nossa noitinha. Gostei, sim senhor!
4 comentários:
Já tava na altura de conheceres a noite de Madrid...
E reitero: Um bocado gulosa tu! LOL
xD
Beijo, beijo!
Tu e o teu blog são uns xixi ranhosos e mal-cheirosos que não aceitam os meus comments doces e fofos [como eu (again)]... Escreve uma pessoa inspirados textos inspiradores e ocorre isto. Enfim... és má! Sim porque começo a acreditar que és tu quem não os aceita e descarrega no pobre do blog... Ainda assim, e só para que saibas, até gosto de ti* És um xixixinho amoroso de quem eu tenho saudadinhas...
P.S. Pareces um ratinho nessa foto dos churros*=D*=D
Ah! já estás tão crescida! sais ah noite em Madrid. que valente XD
Vais sofrer imenso por não ter tostas do 2em1. agora vês como me sinto todo o ano lool
Até que enfim, ja não era sem tempo ja devias ter saido ha mais tempo, pk so estudar, so estudar tbm não te faz bem.EHEHEHEHEHE
Ja tas apnhar o costume dos espanholitos, para começar a noite um belo churro...
APROVEITA O TEMPO E TIRA O MAXIMO PROVEITO DESSA TUA NOVA EXPERIENCIA.
Bjs
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